09 de julho de 2026
Nacional

VarigLog investe US$ 75 mi na Varig

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - A VarigLog depositou ontem os US$ 75 milhões na conta da Varig, conforme o previsto no edital de venda da companhia aérea. Os recursos serão utilizados pela empresa nova.

Os novos donos da Varig terão de fazer mais um depósito de US$ 75 milhões para a empresa em 30 dias, caso não consigam nesse período a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o chamado Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), para que a nova empresa possa voar.

O depósito destes recursos é uma espécie de garantia de que a empresa vai ter uma sustentação financeira até que saia a autorização da Anac. No final da tarde de ontem a agência determinou que a Varig informe imediatamente a nova malha que deverá operar durante o chamado "período de emergência". Caso a Varig não apresente os destinos, a agência vai definir por conta própria as rotas. A Varig informou que ainda não foi notificada da decisão da agência e que não podia divulgar a nova malha ontem.

Na última sexta-feira, a Anac informou que a VarigLog, nova dona da Varig, não poderia operar vôos apenas para a ponte aérea e ordenou a retomada das operações parciais que vinham sendo mantidas desde 21 de junho. O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, afirmou que a companhia poderia perder as rotas caso não retomasse imediatamente os vôos.

Reclamações

Mais uma vez a crise na Varig gerou confusão nos aeroportos. Ontem pela manhã, no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), passageiros exigiam embarque, apesar da paralisação da maioria das rotas operadas pela aérea. Alguns se declaravam cientes da decisão de sexta-feira da Anac desautorizando o cancelamento dos vôos fora da ponte aérea Rio-São Paulo.

Desde sexta-feira, os clientes da Varig em Guarulhos encontram cartazes declarando que a empresa cancelou as operações e as retomará gradualmente - apesar de a empresa informar desde o mesmo dia que os vôos para Miami e Frankfurt seriam mantidos e apesar da ordem contrária expressa pela Anac.

Os mesmos funcionários que discutiam com passageiros pela manhã explicavam calmamente, à tarde, as opções para a falta de vôos da Varig - sem a tranqüilidade geralmente encontrada no ramo da aviação.

Sentado sobre a esteira onde, em dias normais, a bagagem seria pesada, um funcionário dava a passageiros instruções para chegar ao hotel - a Varig encaminhou a um hotel da capital paulista os passageiros do vôo cancelado a Manaus, depois de notícias contraditórias como "outra companhia os levará" ou "um avião será fretado".