São Paulo - O desembargador Borges Pereira, do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, negou um pedido de liminar que pretendia retirar o chefe máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impõe regras mais rígidas aos presos. O pedido foi, agora, encaminhado para o Ministério Público, que emitirá um parecer. Depois, o mérito será avaliado pelos três desembargadores que compõem a 1.ª Câmara Criminal de São Paulo.
Segundo a defesa, a decisão do juiz-corregedor da Vara das Execuções Criminais da Capital, Carlos Fonseca Monnerat, de manter Marcola por 90 dias no RDD do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (589 quilômetros a oeste de São Paulo) é ilegal. Marcola foi colocado no RDD no último dia 13 de maio, no momento em que a primeira série de ataques contra forças de segurança e de motins feita pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) tornou-se mais intensa.
No dia seguinte, ele recebeu a visita de uma advogada e de representantes do governo do Estado. Menos de 24 horas depois, os motins terminaram. Naquela ocasião, os ataques eram atribuídos justamente a uma represália à decisão do governo paulista de isolar a cúpula da facção criminosa. Entre os últimos dias 11 e 14, o PCC voltou a promover ataques em todo o Estado de São Paulo.
Desta vez, o principal alvo foram os ônibus, seguidos de prédios públicos e particulares.