08 de julho de 2026
Internacional

Conflito será debatido em Roma

Folhapress
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Roma - Na conferência que será aberta hoje em Roma para discutir o fim das operações de Israel em território libanês, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deve propor um plano em duas etapas para a zona-tampão no Sul do Líbano. A CNN diz que o plano foi relatado anteontem por Rice ao primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, e ontem ao premiê israelense, Ehud Olmert.

Na primeira etapa, diz a emissora, um contingente de até 10 mil militares turcos e egípcios ocupariam uma faixa de 20 km. Essas forças de países muçulmanos ficariam sob o comando da ONU ou da Otan (aliança militar ocidental), da qual a Turquia é membro.

Numa segunda etapa, um contingente bem maior, de 30 mil militares, auxiliaria o Exército libanês a retomar o controle de uma área hoje em mãos do grupo islâmico Hizbollah. Não está claro se o segundo contingente atuaria como força auxiliar do Exército libanês.

O jornal francês “Le Monde” afirma que o governo do Líbano considera a opção arriscada, porque oporia os xiitas a militares de outras confissões, o que geraria uma nova guerra civil. O Egito e a Turquia não reagiram ao plano de envio de tropas ao Líbano. No Cairo, o governo anunciou um plano elaborado conjuntamente a Arábia Saudita, que prevê um cessar-fogo imediato e o envio do Exército libanês para ocupar a faixa de fronteira com Israel. As forças regulares daquele país seriam em seguir auxiliadas por forças internacionais. Na conferência de Roma estarão os ministros das Relações Exteriores de 15 países, o secretário-geral da ONU, a União Européia e o Banco Mundial. O Líbano estará representado por seu premiê. Ele deixou Beirute ontem num helicóptero Bell 212 da Força Aérea Argentina. A aeronave foi requisitada pela ONU para levá-lo até Chipre, de onde seguiu para Roma.