11 de julho de 2026
Bairros

De sobreaviso, DAE monitora nível do rio Batalha 24 horas/dia

Por Ieda Rodrigues | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O rio Batalha, que abastece 40% de Bauru, está em seu nível normal, mas o Departamento de Água e Esgoto (DAE) já acendeu a luz amarela. Por conta da estiagem prolongada – neste mês a única chuva não chegou a 5 milímetros -, a autarquia está de sobreaviso, monitorando o nível do rio 24 horas por dia e pede economia à população. A preocupação é que venha a faltar água, como já está ocorrendo em Marília.

“A estiagem é um alerta para termos cuidado e não soframos falta de água ou racionamento em nossa cidade”, afirma José Clemente Rezende, presidente do DAE através de sua assessoria. A última vez que Bauru enfrentou racionamento foi em 2002. Na época, o nível do Batalha baixou tanto que foi preciso desligar duas das três máquinas que fazem a captação de água do rio.

Atualmente, como é padrão durante o inverno, duas máquinas estão em operação, sem nenhum problema, segundo a assessoria de imprensa do DAE – no verão, quando o consumo de água é maior e o rio está mais cheio, as três máquinas são mantidas ligadas.

De acordo com o presidente do DAE, a água gerada pelos 28 poços profundos é que está equilibrando o abastecimento. “Se a cidade dependesse apenas do Batalha, seguramente o bauruense teria problemas com essa estiagem”, observa. Normalmente no inverno, o consumo de água é menor do que no verão, mas nos últimos dias, por conta do calor, o gasto aumentou.

No inverno, por causa do frio, as pessoas lavam menos os quintais e até tomam menos banho. Então, duas bombas retirando água do Batalha são suficientes para atender a demanda. Mas neste mês, o consumo tem sido grande, principalmente às tardes por causa do calor, explica Vera Lúcia Andrade, assessora de imprensa da autarquia.

Além disso, a baixa umidade do ar aumenta a evaporação do rio. Por conta disso, o DAE orienta utilizar água com responsabilidade: evitar lavar calçadas e não deixar torneiras abertas desnecessariamente, tratando com muito cuidado a questão do gasto da água, para que a cidade não sofra um possível racionamento.