08 de julho de 2026
Nacional

Superávit e gastos do governo sobem

Folhapress
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Brasília - Apesar das críticas que o governo tem recebido por aumentar seus gastos neste ano eleitoral, números do Banco Central (BC) mostram que o principal obstáculo ao equilíbrio fiscal no Brasil continua sendo as despesas com juros da dívida pública.

Só no primeiro semestre deste ano, esses encargos somaram R$ 81,640 bilhões, R$ 1,5 bilhão a mais do que o gasto entre janeiro e junho de 2005. Por causa dos elevados gastos com juros, mesmo com o aperto fiscal promovido pelo governo estando dentro das metas fixadas no Orçamento, o déficit público continua crescendo.

No primeiro semestre, o conjunto formado por União, Estados, municípios e estatais destinou R$ 57,154 bilhões para o pagamento de encargos financeiros - o chamado superávit primário. Nos últimos 12 meses, a economia obtida pelo setor público correspondeu a 4,51% do Produto Interno Bruto (PIB) do período - acima da meta de 4,25% fixada para 2006. Só no mês passado, o superávit primário ficou em R$ 10,444 bilhões, o mais alto já registrado num mês de junho desde que o BC começou a calcular essa estatística, em 1991.

Ainda assim, o governo não consegue juntar dinheiro suficiente para pagar toda a carga de juros que incide sobre sua dívida. Por isso, precisa recorrer a novos empréstimos para refinanciar essa diferença. No primeiro semestre deste ano, o déficit público ficou em R$ 24,486 bilhões, R$ 4,3 bilhões a mais do que o valor do primeiro semestre do ano passado.