Brasília - O Brasil defendeu ontem, por meio de nota à imprensa, “a imediata cessação de hostilidades” entre Israel e Líbano, que já fizeram centenas de vítimas civis, entre as quais sete brasileiros, e manifestou “profunda consternação” pela morte de quatro observadores militares da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) como resultado dos ataques de Israel. “O governo brasileiro enfatiza a importância da proteção ao pessoal das Nações Unidas e, por intermédio do secretário-geral Kofi Annan, expressa seu sincero pesar aos governos e às famílias das vítimas”, diz a nota.
O Brasil sugere ainda que Israel investigue e “esclareça cabalmente” as circunstâncias do episódio. O comunicado distribuído pelo Itamaraty destaca que o governo brasileiro condena o uso indiscriminado da força, que resulta inevitavelmente em vítimas na população civil.
Um grupo de trabalho interministerial de Assistência Humanitária Internacional, criado por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 21 de julho, fará nesta quinta-feira sua primeira reunião para discutir a situação no Líbano. Com o apoio da sociedade civil, o grupo deverá avaliar as necessidades da sociedade libanesa e angariar o que for necessário para levar ajuda ao país.
Ontem, no Rio de Janeiro, um grupo de libaneses e descendentes protestou nas ruas contra os ataques israelenses carregando bandeiras do Líbano.
Também no Rio, um grupo de amigos de origem libanesa e israelense mostrou, almoçando junto em um restaurante, que a convivência pacífica entre as duas culturas é possível.