09 de julho de 2026
Internacional

Saddam Hussein quer ser executado a tiros em caso de sua condenação

Folhapress
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Bagdá - O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein apareceu ontem em mais uma audiência de seu processo depois de ser hospitalizado no domingo passado, após 17 dias de greve de fome.

Mais magro, Saddam reclamou que havia sido forçado a comparecer à corte e pediu para ser executado a tiros caso seja condenado à pena de morte. “Eu fui trazido aqui contra minha vontade”, afirmou o ex-ditador. “Os americanos insistem em me forçar a vir. Não é justo.”

Em seguida, Saddam pediu para ser executado a tiros e “não por enforcamento, como um criminoso comum” caso seja condenado pelo júri.

Saddam e sete de seus ex-colaboradores estão sendo julgado desde 19 de outubro último por tortura e assassinato de 148 xiita na década de 80, após uma tentativa de assassinato contra o ex-ditador. A promotoria pediu a pena de morte para Saddam e para outros dois réus. O promotor-chefe, Raouf Abdel-Rahman, disse a Saddam que o julgamento ainda está em curso e que o júri ainda não havia chegado a um veredicto.

Execuções em geral são realizadas por enforcamento no Iraque. O ex-ditador estava pela última vez na corte em 19 de junho, quando o promotor-chefe, Jaafar al Moussawi, pediu a pena de morte para Saddam e para outros dois réus.

No domingo, o ex-ditador foi hospitalizado, após 17 dias de greve de fome. Ao ouvir Saddam hoje, a corte já realizou seis dos oito depoimentos finais. Em seguida, deve se reunir para chegar a um veredicto, que deve ser divulgado em agosto. Em 21 de agosto, deve ter início um segundo julgamento contra Saddam por genocídio contra curdos na década de 1980.