Santos Dumont - Candidato à reeleição tendo como uma das principais bandeiras de campanha o atendimento aos pobres, por meio do Bolsa-Família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou ontem na comemoração do centenário do vôo do 14 Bis o “espírito social” do aviador Alberto Santos Dumont (1873-1932), que dividiu o dinheiro que recebeu como prêmio com os pobres e os operários.
Em viagem oficial à cidade mineira de Santos Dumont e, portanto, impedido de fazer campanha, Lula se conteve no discurso para um ginásio lotado. O tom mais próximo ao de campanha, embora sem pedir votos, foi empregado pelo ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
Nascido na cidade, como o aviador, Dulci, que raramente faz discursos (normalmente é ele quem escreve os de Lula), disse: “Depois de muitos anos de estagnação, como se fosse um avião sem peças, guardado no hangar, o Brasil volta a voar sob o comando do presidente Lula. O Brasil levantou vôo novamente na economia, na área social, cultural e militar”. O presidente, por sua vez, disse que o País não é ainda um avião “supersônico, mas se sustenta bem no ar, como o 14 Bis se sustentou bem”.
Em seu discurso, o presidente destacou o fato de o aviador não ter patenteado sua criação, de forma que o avião pudesse ser aperfeiçoado, e ter repartido o prêmio que recebera com os operários que construíram o 14 Bis e também com os pobres.
“A gente pode dizer: ele é um brasileiro e não desiste jamais. Ele não desistiu, apesar dos revezes que sofreu. Hoje, a humanidade é agradecida por ele ter existido e inventado o avião”, disse Lula.