08 de julho de 2026
Turismo

Entre nativos

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Para se chegar a Arraial d’Ajuda não há erro: basta descer no aeroporto de Porto Seguro, pegar um transfer – geralmente embutido no pacote – e cruzar a balsa que sai de meia em meia hora de dia e a cada uma hora à noite.

Se a viagem não for em alta temporada, pode demorar um pouquinho mais, mas nada que estresse. Pelo contrário, enquanto se aguarda a partida dá tempo para se sorver picolés deliciosos vendidos na sorveteria do Zé, localizada estrategicamente na rampa.

Coco, amendoim, manga, mangaba, cajá e pitanga são alguns exemplos das dezenas de sabores servidos a preços que variam de R$ 1,00 a R$ 3,00 (picolé ou massa).

Cruzar o rio é prazeroso. De dia ou à noite, quando as luzes de Porto Seguro e Arraial se acendem. O rio que separa as duas cidades chama-se Buranhém, que, em linguagem indígena, quer dizer “árvore de casca doce”.

O Arraial d’ Ajuda Eco Resort fica do outro lado, exatamente na Ponta do Apaga Fogo. Naquele curvinha onde as águas salgadas do Oceano Atlântico se encontram com as doces do rio. Portanto, longe da confusão de Porto Seguro, que em julho recebe mochileiros de todas as partes.

No resort ou nas inúmeras pousadas de Arraial, como a charmosa Cheiro-Verde, é possível se tirar uma soneca no meio da tarde, sob a sombra dos coqueirais, deitar em redes branquinhas, típicas da Bahia, caminhar, conversar com os nativos ou simplesmente largatear com o sol como testemunha.