10 de julho de 2026
Regional

Suspensão da queima da palha pára colheita da safra de cana no Estado

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A queima da palha da cana de açúcar está proibida desde ontem, em todo o Estado. A medida foi tomada por conta da baixa umidade relativa do ar, que chegou a 18% em São Paulo, condição considerada estado de alerta, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com a medida, a safra da planta está parada em todo o Estado. De acordo com Paulo Brandão, presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), toda a programação da colheita está suspensa.

As queimadas estão suspensas desde ontem, por isso a medida ainda não trouxe nenhum prejuízo aos produtores. “Por enquanto, não temos expectativas de perdas. Mas toda a programação da safra foi adiada até que as condições metereológicas melhorem”, observa Brandão. Para o dirigente, quanto mais a planta permanece na terra, pior para o agricultor. “Com o sol e o calor, a cana fica madura mais rápido e, se continua no solo, começa a perder peso”, explica.

Segundo o produtor, mais de 60% do canavial de Jaú e região é colhido por trabalhadores braçais - que cortam a cana depois que a palha é queimada - e se a decisão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente permanecer por mais de dez dias, os produtores poderão começar a ter prejuízos maiores. “As máquinas não chegam nem na metade das plantações. Para poder utilizar esse tipo de ferramenta, o solo deve ser muito bem preparado, não ter desnível. É uma realidade ainda bem distante”, avalia.

Desde ontem, a maioria dos empregados que trabalham na lavoura de cana está parada ou desempenhando outras funções. “Eles estão aguardando, alguns carpindo, tratando o solo. Agora, temos que aguardar São Pedro”, diz Brandão. Segundo o técnico em meteorologia Cássio Cléber, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), algumas pancadas isoladas de chuva já podem acontecer a partir de amanhã.