Brasília - Depois de nove cortes seguidos, o Banco Central (BC) dá sinais de que a queda na taxa Selic deve passar a acontecer mais lentamente. Na avaliação dos diretores do BC, os juros estão cada vez mais próximos do seu piso e, por isso, é recomendável “maior parcimônia“ nas futuras reduções.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) se reuniu e deu continuidade ao processo de cortes iniciado em setembro, cortando a Selic em meio ponto percentual, para 14,75% ao ano. Ontem foi divulgada a ata do encontro.
Segundo o texto, o BC traça um cenário positivo para a inflação e diz que a economia continua dando sinais concretos de crescimento. Com a relativa tranqüilidade observada nos mercados internacionais nas últimas semanas, “as incertezas que cercam os mecanismos de transmissão da política monetária” são apontadas como um dos principais obstáculo à queda dos juros. Desde setembro do ano passado, a Selic foi reduzida em cinco pontos percentuais.
Além disso, a ata indica que o BC não vê necessidade de uma queda muito grande nos juros para estimular uma retomada do crescimento, pois a recuperação já ocorre conforme o esperado.