Uma perseguição a um foragido da Justiça, no Parque Real, na manhã de ontem, gerou protestos entre os moradores. Policiais militares, com apoio da equipe do helicóptero Águia, vasculharam o bairro atrás de Paulo Sérgio de Melo, conhecido por “Gaguinho” e “Boca de Prata”, que não foi encontrado.
Enquanto os policiais procuravam o foragido, moradores reclamavam de discriminação. “Só porque a gente mora na favela, a polícia acha que somos todos bandidos?”, comentou um deles.
Adriana Regina Solange, ex-mulher de Melo, que mora na favela, disse que a polícia é truculenta. “Eles chegaram e foram entrando na minha casa com a arma na mão. Eu tenho seis crianças. Minha menina de 10 anos passou mal”, alega.
Ela afirmou que desconhecia que o ex-marido tinha abandonado a prisão. “Eu falei para os policiais que ele não estava na minha casa, mesmo assim eles foram entrando”, afirma. Ela ressalta que não deve nada à Justiça.
A vizinha, Maria Aparecida dos Santos, diz que presenciou a ação policial. “A polícia entrou com a arma na mão e assustou todo mundo. Os policiais entraram e a menina dela começou a passar mal. Ficou todo mundo desesperado nunca vimos uma coisa dessas”, critica.
Para o comandante da Base Comunitária Oeste, tenente Paulo César Valentim, não houve abusos. “A mulher ofereceu até café para os policiais. Mesmo assim, estou à disposição para qualquer reclamação”, disse. De acordo com ele, Melo fugiu para o matagal.