Rio - Três supostos membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos anteontem na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.
Junto com eles, foi capturado também o traficante brasileiro Marcelo Leandro da Silva, o Marcelinho Niterói que, segundo a polícia, representaria Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, atualmente preso na penitenciária federal de Catanduvas (PR), no país vizinho.
Os suspeitos de integrarem o grupo paulista foram identificados como Paulo Enrique Basílio, Saulo de Oliveira e Rodrigo Fernández de Alencar. Estavam armados com três pistolas e seguiam em direção a Capitán Bado, outra cidade fronteiriça com o Brasil. Oliveira responde a processo criminal por tráfico de drogas.
Segundo o diretor de Operações Anti-Narcóticas da Secretaria Nacional Anti-Drogas do Paraguai, Luís Rojas, os três fariam parte do PCC, mas não foi divulgada que tipo de relação eles têm com a facção. Foram levados para a Assunção e deverão ser extraditados para o Brasil. As prisões reforçam a suspeita da atuação do PCC em território paraguaio.
A "Folha de S.Paulo" publicou na terça-feira que membros da facção paulista, que teriam dívidas com o grupo, estariam trabalhando na fronteira com o Paraguai como pistoleiros como forma de conseguir dinheiro e quitar débitos com o PCC. A suspeita da polícia paraguaia é que o PCC esteja operando conjuntamente com a quadrilha de Fernandinho Beira-Mar.
Marcelinho Niterói é oriundo da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), assim como Saulo de Oliveira. Estava com documentação legal no país vizinho. A possível ligação do PCC com Beira-Mar seria feita por intermédio do traficante Leomar de Oliveira Barbosa, o Leozinho da Vila Ipiranga, que esteve preso na penitenciária de Iaras, no Interior paulista.