08 de julho de 2026
Regional

Primeira célula terá vida útil de 28 meses

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita – A primeira célula (de um total de oito) do Aterro Sanitário do Riachuelo, em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), terá tempo de vida útil estimado em 28 meses, podendo receber até 14 mil toneladas de lixo. A obra total do novo aterro está orçada em 4 milhões de reais.

A construção do Aterro Sanitário de Barra Bonita, no Riachuelo, emprega tecnologia desenvolvida na Alemanha e também no Brasil. Os métodos construtivos atendem a preservação ambiental. De acordo com informações dos técnicos do Departamento de Obras, além do monitoramento permanente das áreas em torno do depósito, toda a região será incluída em um processo de recuperação dos pontos de degradação.

A área possui um total de 110 mil metros quadrados. Cada célula terá capacidade de armazenar cerca de 14 mil toneladas de resíduos, através de técnicas modernas e dentro dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental vigente.

“Teremos em cada célula um sistema eficaz para evitar a contaminação do terreno, das águas (superficiais e subterrâneas), da fauna e também da atmosfera”, garante Paulo Sérgio de Jesus, Lolô, diretor de Obras de Barra Bonita.

Agora, falta cobrir o terreno com terra argilosa e aplicar a manta de polietileno de alta densidade (PEAD), que garante a impermeabilização do solo. A manta estará preparada para receber os resíduos domésticos ao ser coberta por camada de terra argilosa.

Em todo o terreno, serão construídos dutos para receber o chorume e drená-lo para a lagoa de acumulação, com capacidade para 5.000 metros cúbicos, onde os produtos passarão por tratamento adequado. Em torno da célula serão instalados drenos para canalização e queima dos gases produzidos pelos detritos. “A queima dos gases impedirá a contaminação da atmosfera”, explica Lolô.

A compactação dos detritos será feita diariamente com a utilização de terra, para que o material não fique exposto. “Isso evita o surgimento de animais e aquele cheiro insuportável, como ocorrem nos famosos lixões”, acrescenta.

Cada célula poderá atingir uma altura pré-determinada em projeto, e quando este índice for alcançado, nova remessa de resíduos será transferida para outra célula. Com a altura máxima atingida, o local receberá revestimento vegetal. Em toda a extensão será recoberta por árvores e cortinas com espécies vegetais.

Para assegurar a preservação ambiental, a prefeitura prevê monitoramento do lugar. “Vamos monitorar as águas, a fauna e a vegetação. Estes dados estão incluídos no projeto e foram remetidos para a Cetesb, como prevê a legislação ambiental”, explica Lolô.

Com isso, se pretende evitar a contaminação do solo, do subsolo, das águas superficiais e subterrâneas. Antes dos serviços serem iniciados, o Departamento de Obras realizou também avaliações técnicas do solo e subsolo, que foram relatadas aos órgãos oficiais.

Toda a área ao redor do aterro será protegida com cerca metálica e por vegetação, para evitar a entrada de animais e catadores de lixo. O local será dotado ainda de escritório, sanitários, balança, guarita e sistema de monitoramento e segurança.