Quem ama Bauru não pode ficar quieto, não! Uma cidade que foi o eixo da nação, e foi o orgulho do sudoeste do sertão. E tinha a sua ferrovia que ia desbravando este sertão até chegar a outros rincões. E por motivo político da época a nossa ferrovia foi virar um sucatão e depois vieram os americanos para acabar com o que sobrou, e lá se foram os sonhos e lutas dos nossos irmãos ferroviários, que ficaram a ver os vagões apodrecerem no pátio da nossa estação. Hoje está um abandono total que dá dó de ver.
E as nossas fábricas foram embora sem razão! A Clayton acabou num passe de mágica, a Sanbra é hoje uma decepção, a Antarctica, Ribeirão Preto a levou, e ficamos na mão. A Força e Luz foi para Campinas sem um apagão sequer, a Telefônica, vieram os espanhóis e tomaram conta, e o que ficou para Bauru, então? O que ficou foi um montão de bancos, e olha lá que é um montão.
Alguém foi o culpado de tudo isso acontecer? Mas não vamos agora dar os nomes, e sim lutar para que Bauru volte a ser uma cidade progressiva, e volte a ser uma cidade como outrora, vibrante, porque aqui tem um povo com vontade de ver Bauru no lugar que ele merece, no alto do pedestal.
Vamos aproveitar no dia do seu aniversário e fazer uma corrente pra frente! E dizer a todos que Bauru está vivo, e parabenizar pelos seus cento e dez anos, que apesar de tudo isso ainda temos esperança de ver Bauru no lugar que ele merece.
Parabéns, Bauru.
Florindo Martins