11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Eleições ainda não aumentam serviços na indústria gráfica

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

As eleições de outubro não prometem bons negócios para o setor gráfico em Bauru, embora a cidade tenha 18 postulantes a deputado. A expectativa é de empresários do ramo, que sinalizam o pessimismo por conta da tímida procura dos candidatos por serviços gráficos.

Wilson da Silva, representante comercial de uma gráfica na Vila Engler, diz que a empresa ainda não recebeu nenhum pedido de serviço eleitoral. Para ele, o impacto das eleições no setor seria maior se as disputas fossem para cargos municipais, como prefeito e vereador. “Espero que dentro dos próximos dias consigamos fechar algum negócio com candidatos. Mesmo assim, acredito que será serviço pequeno. Se as eleições fossem municipais, quando o número de candidatos é grande na cidade, a procura estaria maior, com certeza”, comenta Silva. Ele acredita que até a semana que antecede o pleito, os serviços na gráfica devem aumentar cerca de 5% em razão das eleições.

Quem também reclama da fraca procura de candidatos por materiais impressos é José Palmeira Júnior, sócio-proprietário de uma gráfica no Jardim Cruzeiro do Sul. A empresa ainda não fechou nenhuma encomenda eleitoral e a expectativa é de que os serviços cresçam em torno de 15% até o mês de setembro. “O movimento ainda está fraco em comparação à eleição passada. Espero que nas próximas semanas a procura comece, inclusive de candidatos da região”, diz Palmeira Júnior.

Negociação

Na gráfica de Carlos Evangelista, na Vila Seabra, a situação é um pouco melhor. A empresa, segundo ele, recebeu pedido de 400 mil impressos, entre folders e panfletos, de dois candidatos a deputado de Bauru. Entretanto, os serviços ainda estão em negociação de preço.

“Estamos esperando a aprovação do nosso orçamento para começar a trabalhar. Se fecharmos o negócio, acredito que nossa produção terá um acréscimo de 5%. Mesmo assim, não é muito se comparado a uma eleição municipal”, destaca o empresário.

Segundo o diretor regional da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) em Bauru, Luiz Coube, a expectativa é de que as eleições, somadas ao evento da Copa do Mundo, representem aumento de 5% nos serviços gráficos em todo o Brasil. Ele admite que a previsão para o setor é baixa, mas atribui o tímido desempenho ao crescimento do País, que considera pequeno.

“Confesso que esperávamos um ano melhor para a indústria gráfica. Acredito que essa eleição vai representar muito menos do que a eleição passada. O faturamento deverá ser bem menor, embora eu não tenha ainda condições de quantificar essa estimativa”, comenta.

Coube também ressalta que a exigência do governo em obrigar que o CGC da empresa seja impresso no material gráfico produzido pode ter inibido muitos clientes.