08 de julho de 2026
Regional

De 23 prefeitos da região, 14 apóiam Alckmin e Serra

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

Geraldo Alckmin (candidato a presidente) e José Serra (candidato a governador de São Paulo), ambos do PSDB, têm a preferência entre os prefeitos da região de Bauru. Entre 23 prefeitos consultados pelo JC nesta semana, 14 garantiram que vão fazer campanha para os candidatos tucanos. Apenas quatro prefeitos afirmaram que vão trabalhar para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e para a condução do senador Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes. Outros cinco prefeitos estão em negociações políticas ou aguardam uma sinalização de seus partidos para definirem seus apoios políticos.

O prefeito de Lins Waldemar Sândoli Casadei (PMDB) manteve seu apoio ao ex-governador Orestes Quércia que concorre ao governo do Estado pelo PMDB, Orestes Quércia. Ele comenta que já está à frente das articulações para que dia 12 Quércia seja recebido por lideranças políticas em Lins. “Para a vinda dele estamos programando um série de acontecimentos no município”, comenta.

Casadei mantém uma discreta preferência por Geraldo Alckmin, porém garante que ainda não fechou uma posição por nenhum dos nomes na disputa presidencial.

“Na verdade, eu trabalhei com o Alckmin quando ele era prefeito em Pindamonhangaba e eu era prefeito em Lins. Éramos companheiros no MDB. Enfrentávamos a ditadura naquela época e, particularmente, em São Paulo enfrentávamos o Paulo Maluf. Tenho laços particulares de amizade com Alckmin, inclusive trabalhei no governo dele. Agora, não tenho posição definida em relação a isso”, ressalta.

Diferente do prefeito de Lins, o peemedebista Coolidge Hercos Júnior, prefeito de Macatuba, definiu que vai fazer campanha para Geraldo Alckmin e simpatiza com a candidatura tucana para o Palácio dos Bandeirantes. “Eu não vou fazer campanha, mas tenho preferência por José Serra”, adianta.

O prefeito de Agudos José Carlos Octaviani (PMDB) não titubeou ao garantir que fará campanha para José Serra e para Geraldo Alckmin. Ele relembra que seu nome para presidente da República era o do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, que declarou, na semana passada, que aderiu à candidatura de Heloísa Helena (PSOL), à presidência da República.

Com suas posições, Octaviani e Garotinho demonstram desobediência aos interesses do partido. “Infelizmente, o meu partido não serve nem para ser rascunho de partido por causa dessas lideranças mesquinhas. Na últimas eleições (2002), o PMDB elegeu em São Paulo apenas três deputados federais. Quércia foi brilhante como governador, mas hoje está ultrapassado”, avalia.

O prefeito de Bocaina João Francisco Bertoncello Danieletto (PV) apóia no primeiro turno Cláudio de Mauro, candidato do Partido Verde na disputa para governador. Porém, está muito acirrada a definição da legenda por um nome ao Palácio do Planalto. Danieletto explicou que recebeu um e-mail em que o partido convocou uma reunião para o próximo dia 21, sem local a ser definido, para que os coordenadores regionais tirem uma definição sobre quem terá o apoio do PV para a disputa presidencial.

“Eu estou estudando um nome com o pessoal da cidade. O comunicado pedia para que a gente indicasse para o coordenador regional, que tem direito a voto, se seria Lula, Alckmin, Cristovam (Buarque do PDT) ou mesmo outro nome”, despista.

Sem definição

Conforme a assessoria de imprensa da prefeita de Pederneiras Ivana Maria Camarinha (PV), ela ainda não optou por alguma candidatura a presidente. Para o Palácio dos Bandeirantes, pelo menos no primeiro turno, Camarinha vai trabalhar por Cláudio de Mauro. O prefeito de Pirajuí, Jardel de Araújo, trocou, recentemente, o Partido Verde pelo PFL. Anteontem, ele garantiu que ainda não decidiu para quais candidaturas irá trabalhar na cidade.

A assessoria de imprensa do prefeito de São Manuel Flávio Roberto Massarelli Silva (PSB) explicou, anteontem, que ele apóia, no primeiro turno, Mário Luiz Guide para o governo do Estado. No começo do mês passado, o Partido Socialista Brasileiro definiu o nome de Guide e apontou como vice o presidente da Câmara Municipal de Barra Bonita, o vereador Antônio Marcos Gava (PSB). Quanto à candidatura a presidente, a assessoria afirmou que Massarelli adotará a neutralidade, pelo menos no primeiro turno.

O trabalho de campanha pelos prefeitos será ainda mais decisivo devido às restrições em vigor já para as eleições de 1 de outubro deste ano. A Justiça Eleitoral definiu (lei 11.300/2006) que não vale os pirotécnicos showmícios, com megaestrelas do cenário musical, e estão vetados cartazes, faixas em postes, pontes, viadutos e passarelas e, ainda, os estratégicos outdoors.

Por toda a reviravolta na lei eleitoral, estas eleições vão exigir das candidaturas muito corpo-a-corpo. Neste quesito as lideranças locais podem ser uma mão na roda para aquele que atrair o apoio de prefeitos. Assim, o político local entrará na equação eleitoral como imprescindível, um fator que, certamente, será computado pelas candidaturas vitoriosas e derrotadas.

O prefeito do município de Itapuí, José Gilberto Saggioro (PPS), fez contato ontem com o JC confirmando que irá seguir a orientação do partido. “Faremos campanha para Serra e Alckmin”, disse.