08 de julho de 2026
Turismo

Contraste do árido com o verde

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

A Capital peruana é um novo filão turístico que começa a ser explorado. A cidade reserva surpresas e é certeza de dinheiro muito bem empregado.

Apesar de seu clima árido, Lima conserva zonas em que o verde alegra e oxigena. É o caso do Parque da Cultura e alguns trechos da avenida Arequipa e dos bairros de San Isidro e Miraflores.

Os brasileiros ainda não são a maioria por lá, mas a tendência é crescer. Muitos bauruenses já foram ou planejam conhecê-la, principalmente por ser sinônimo de uma surpreendente mestiçagem presente em sua arte culinária, sua arquitetura monumental e sua gente amável e que se adapta a mudanças.

Muitos séculos antes de sua fundação como Cidade dos Reis e da dominação espanhola, Lima esteve habitada por civilizações que reconheceram sua riqueza e localização estratégica.

Banhada pelo Oceano Pacífico, a cidade possui belas praias, férteis vales e áreas desérticas. A costa peruana apresenta a forma de um extenso deserto encostado nas montanhas. E é precisamente a presença dos Andes ao leste, junto com a corrente fria de Humboldt que chega até suas praias, o que dá à região essa característica árida e seca – desde o deserto de Sechura até as pampas de Nasca e o deserto de Atacama.

Devido à umidade vinda do mar, sente-se um leve frio no inverno, embora a temperatura não abaixe mais do que 12 ºC. Durante o verão, o sol brilha com força e a temperatura chega com freqüência a 30 ºC.

Lima é uma cidade moderna, em constante crescimento, mas que tem mantido ao mesmo tempo as riquezas de seu Centro Histórico, com incomparáveis monumentos artísticos. Embora a cultura mais conhecida no Peru seja a inca, muitos outros povos estabeleceram-se antes no país.

As culturas pré-incas assentaram-se ao longo de 1.400 anos na costa e na serra do Peru, atingindo com seu poder e influência, grandes áreas do território. Todas elas caracterizam-se pela produção de cerâmicas, adaptação do meio e excelente manejo dos recursos naturais.

Prova disso estão nos museus de Lima, cazso do Museu do Ouro, de Arte Religiosa e o museu particular Larco Herrera, instalado em uma casa colonial construída em 107. Além de uma infinidade de cerâmicas, o museu exige em seu acervo a única coleção de objetos em barros “huacos” eróticos.