08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ferrovia


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No início do século XX, Bauru explorava preferencialmente o cultivo do café, cujo produto era transportado a grandes distâncias, no lombo de muares, em média 70 quilos por animal, desde que as condições do tempo assim o permitissem.

Com a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana, em meados de 1905, tudo ficou mais fácil. A capacidade de carga por vagão de aço era de até 42.000 quilos, correspondente a 700 sacas de café beneficiado, no valor (de hoje) R$ 155.500,00; nas telecomunicações, o telégrafo trazido pela ferrovia tornou os contatos mais eficientes junto aos grandes centros comerciais; no plano financeiro, os pagamentos das safras eram agilizados de maneira bastante simples: o exportador colocava o café em armazém ou diretamente no vagão, recebia uma via do despacho (denominada “conhecimento”) com visto do chefe da estação, podendo a partir de então receber prontamente o respectivo valor da mercadoria, no Banco: sem necessidade de aguardar chegada da expedição ao Porto de Santos.

No século passado foram construídas numerosas ferrovias no País, que muito contribuíram para o desbravamento de extensas áreas inóspitas que assim receberam o benefício da civilização e do progresso.

Restam, pois, por parte de nossos futuros governantes, a tomada de medidas mais acertadas com vistas ao sistema ferroviário brasileiro: se não nos moldes do existente no Japão, França, Inglaterra, Alemanha, etc.

Pelo menos disponibilizando uma alternativa de transporte terrestre digno à população. Nossa sugestão é que, para fazer face à parte dos respectivos recursos, se faça voltar aos cofres públicos, com juros e correção monetária, todo o montante desviado por corrupção neste País.

Cláudia Brosco - bacharel em Direito