11 de julho de 2026
Nacional

Políticos e advogados de autoridades presas criticam ação da Polícia Federal

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Porto Velho - A Operação Dominó, da Polícia Federal, provocou reação e protestos de assessores, aliados políticos e advogados dos presos ou acusados. “Arbitrariedade” e “inconstitucional” foram termos usados pelos atingidos pela ofensiva da PF ou aliados deles para se referir à operação. Também o Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi criticado.

Edmundo Santiago, advogado do desembargador Sebastião Teixeira, presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, queixou-se de que seu cliente, apesar de funções relevantes que exerce e da sua posição na sociedade, foi tratado como bandido comum e levado algemado para a carceragem da PF. “O processo todo é uma grande arbitrariedade”, afirmou.

Ele acusou o STJ de decretar as prisões sem ter dado aos acusados direito ao contraditório. Sebastião Chaves chegou pouco depois das 10h à Superintendência da PF algemado e perplexo. Abordado pelos repórteres na entrada do prédio, ele fez ar de desentendido: “É, fui preso na quadrilha do Carlão!”, comentou, referindo-se ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Carlos de Oliveira, também detido ontem.

Outro que chegou muito constrangido à carceragem foi o conselheiro Edilson de Souza Silva, do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Um agente da PF lhe emprestou o boné da corporação, com o qual o conselheiro escondeu o rosto. A seção regional da OAB mandou um conselheiro, José Cleber Viana, para protestar contra a prisão de colegas - muitos dos acusados e presos têm título de advogado.