Entre os maiores grupos religiosos pesquisados pelo IBGE, os espíritas são os mais escolarizados, atingindo, em 2002, 9,6 anos de estudo. Depois vêm os adeptos de umbanda e candomblé, com 7,2 anos de estudo.
Os evangélicos pentecostais têm o nível escolar mais baixo (5,3 anos de estudo), o que mostra o avanço dessas igrejas entre pessoas de nível social de menor poder aquisitivo. São consideradas pentecostais igrejas como Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, que valorizam cura e profecia.
Entre os evangélicos tradicionais (como batistas e presbiterianos), a média é de 6,9 anos de estudo. Entre os católicos, a média é de 5,6 anos.
De acordo com o IBGE, os espíritas têm uma prática religiosa muito ligada à leitura, à filosofia. Esse dado é confirmado pelo presidente da União das Sociedades Espíritas de Bauru, Edgar Miguel.
Segundo ele, o espiritismo tem como base três grandes pilares: o religioso, o científico e o filosófico. Edgar diz que isso explica a presença de tantas livrarias espíritas. Os adeptos estão sempre se aprimorando no conhecimento da doutrina.
Foi através da leitura de livros espíritas que Edgar encontrou as respostas que procurava. “Comecei a questionar alguns dogmas (do catolicismo) e as respostas não me deixaram satisfeito. Obtive isso na doutrina (espírita)”, comenta ele. Três anos depois de ter aceitado convite para ser coroinha da igreja que freqüentava, Edgar deixou o catolicismo para se aprofundar no espiritismo. “Hoje, as perguntas fundamentais foram todas respondidas.”
“Não tenho críticas ao catolicismo, apenas ele deixou de me satisfazer. (No espiritismo) minha vida melhorou muito”, afirma.