07 de julho de 2026
Ser

Com licença...

Consultoria: Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

Vale a pena ler de novo

Hoje peço licença para transcrever a matéria “Erro de português prejudica a carreira”, de Igor Giannasi, publicado no jornal “O Estado de S.Paulo” (dia 23 de julho de 2006, Caderno Empregos) e que retrata uma realidade que, se alertada, pode ser superada.

“Maltratar a língua portuguesa causa má impressão e pode prejudicar uma carreira em ascensão. Ou até impedir o começo dela. Seja com erros ao expor uma estratégia de negócios ao chefe; ao redigir um e-mail para um cliente importante, ou com vícios de linguagem, como terminar as frases com expressões como “ta”, “né” e “meu”.

“As empresas avaliam a comunicação como um todo. É uma competência bastante considerada quando se pensa em promover alguém”, avalia a consultora de carreiras Vera Vasconcellos, da Career Center.

A dificuldade de se expressar corretamente não atinge apenas profissionais mais jovens e menos qualificados, segundo Vera. “Não é difícil ver executivos muito competentes, do ponto de vista técnico, que cometem erros graves.”

Erros não são muito comuns nos currículos, pois os candidatos costumam passar corretor ortográfico ou pedir para alguém revisar o texto. As falhas aparecem mesmo na hora da entrevista. Os jovens são mais prejudicados: quando usam gírias ao falar, passam a impressão de falta de cuidado e descaso. “Quem se expressa bem e usa um bom vocabulário é visto com outros olhos”, diz a gerente de produto efetivo da Gelre, Sidnéia Palhares.

As expressões e gírias usadas pelos jovens podem até ser compreendidas, mas certamente não combinam com o ambiente corporativo e, menos ainda, com o atendimento ao cliente”.

Já comentei sobre a importância da linguagem que, além de facilitar a comunicação, demonstra cuidado com a imagem que passa para as pessoas. A linguagem faz parte da etiqueta.

Eis alguns erros mais comuns que devem ser evitados:

- “Fazem” cinco anos. (errado) / Faz cinco anos. (correto)

- Para “mim” fazer. (errado) / Para eu fazer. (correto)

- Entre “eu” e você. (errado) / Entre mim e você. (correto)

- Entrar “dentro” de casa. (errado) / Entrar em casa. (correto)

- Vive “às custas” do pai. (errado) / Vive à custa do pai. (correto)

- Vendeu “uma” grama de ouro.(errado) / Vendeu um grama de ouro. (correto)

- O peixe tem “espinho”. (errado) / O peixe tem espinha. (correto)

- A revista custa cinco “real”. (errado) / A revista custa cinco reais. (correto)

- Tinha “chego” atrasado. (errado) / Tinha chegado atrasado. (correto)

- Sentou-se “na” mesa para comer. (errado) / Sentou-se à mesa para comer. (correto)

- Se eu “ver” você por aí. (errado) / Se eu vir você por aí. (correto)

- Ele “possue” muitos livros. (errado) / Ele possui muitos livros. (correto)

- Comprou uma TV “a” cores. (errado) / Comprou uma TV em cores. (correto)

- Já “é” cinco horas. (errado) / Já são oito horas. (correto)

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Posso usar copos coloridos e de materiais diferentes em um jantar? (Rita – Bauru / SP)

Resposta: Se for um jantar informal, você pode usar copos coloridos para as bebidas.

Porém, se o jantar é mais requintado, procure usar somente o copo de água colorido e os demais transparentes.

Se o vinho for a bebida que será servida, use copos transparentes. Saúde!

Sou alérgica a certos alimentos. Fui convidada para um almoço. Devo avisar a dona da casa que não posso comer todo tipo de alimento? (Carla – São Paulo / SP)

Resposta: Depende da sua intimidade com a dona da casa.

Se você tem intimidade, comente sobre a sua alergia e, se não puder comer aquilo que será servido, diga que levará alguma coisa para comer, chegando antes dos convidados.

Se você não tem intimidade, não diga nada. Coma somente os alimentos que não lhe façam mal. Bom apetite!

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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br