08 de julho de 2026
Mulher

Referência nacional

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

A evolução feminina no meio de pesquisa e tecnologia brasileiro é fruto da trajetória da consagrada cientista paulista Bertha Maria Júlia Lutz, que possui um capítulo especialmente dedicado à ela no livro “Ciência, Tecnologia e Gênero: Desvelando o Feminino na Construção do Conhecimento” (Instituto Agronômico do Paraná - Iapar).

Ela teve uma trajetória singular e de certa forma privilegiada no meio científico. Nascida em 1884, ela é filha do famoso microbiologista suíço radicado no Brasil Adolpho Lutz. Bióloga de formação, Bertha foi a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro, em 1918, ao passar no concurso para o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Além da carreira científica, Bertha dirigiu por mais de 50 anos a Federação Brasileira para o Progresso Feminino e se destacou na política em prol da emancipação da mulher, educação e voto feminino e mudanças nas leis trabalhistas. Ela morreu em 1976 e se tornou um exemplo para diversas cientistas ao provar a competência feminina no meio de pesquisa, composto principalmente por homens.