09 de julho de 2026
Esportes

Automobilismo: Schumacher e Alonso são punidos e Raikkonen é pole

Por Fábio Seixas | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Budapeste - O centro das atenções ontem em Budapeste não foi a entrevista coletiva dos três primeiros colocados no grid para o GP da Hungria, Kimi Raikkonen, Felipe Massa e Rubens Barrichello. Foi um mural no paddock, sob a torre de cronometragem, onde são afixados os comunicados oficiais da FIA. E que esteve agitado durante todo o dia.

Porque mais do que o desempenho dos carros na pista, foi o trabalho da entidade máxima do automobilismo e de seus comissários que colocou Schumacher em 11º lugar, Fernando Alonso em 15º e que começou a desenhar o GP de hoje.

A largada para a prova, 13ª das 18 etapas da temporada, será hoje às 9h, com TV. O movimento no local começou após o treino livre, com rumores de que Michael Schumacher seria investigado por ultrapassar Robert Kubica e Fernando Alonso sob bandeira vermelha - a sessão fora interrompida porque o motor Honda de Jenson Button pegava fogo.

Nessa condição, o regulamento manda todos aliviarem o ritmo e veta ultrapassagens. Ao meio-dia local, duas horas antes do treino classificatório, o boato tornou-se fato: no mural, um aviso informava que o alemão fora chamado para se explicar aos comissários. Exatos 40 minutos, depois outros dois comunicados convocavam o polonês e o espanhol.

O momento de maior ebulição ocorreu às 13h50 locais, 8h50 de Brasília, dez minutos antes da sessão oficial. Uma folha de papel com o timbre da FIA anunciava a punição. O alemão teve dois segundos acrescidos ao seu melhor tempo em cada um dos blocos do treino. Resultado: ele conseguiu sobreviver ao primeiro corte, mas ficou no segundo.

O paddock sentiu no ar um cheiro de compensação pelo que havia acontecido na véspera. Cheiro forte, reforçado por uma declaração de Bernie Ecclestone, homem forte da F-1, pela manhã: “A punição à Renault foi muito dura”.

A FIA impôs punição idêntica a Alonso por duas infrações. A reação da Renault foi imediata e violenta. Flavio Briatore, seu diretor, acusou a FIA e a Ferrari de manipularem o Mundial para arrastar a disputa pelo título até as últimas etapas. Há três etapas, 25 pontos separavam Alonso do ferrarista Schumacher. Hoje, são 11.

Schumacher ontem foi pela mesma linha acusatória. E o Mundial tornou-se uma guerra nos bastidores. “Vejam as imagens e tirem suas conclusões”, disse o heptacampão, nos boxes, insinuando que Kubica e Alonso reduziram demais a velocidade para que ele os ultrapassasse e fosse prejudicado.