Nova York - Os EUA e a França chegaram a um acordo ontem sobre uma resolução a ser apresentada ao Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para encerrar o conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, disse ontem o embaixador americano na ONU, John Bolton.
Os 15 membros do CS deveriam se reunir ainda ontem para discutir o texto da resolução, e a expectativa de Bolton é que o documento seja aprovado e suas medidas adotadas nos próximos dias.
Segundo o embaixador americano, a resolução a ser avaliada pelo CS é a primeira de duas: a de ontem iria lidar com o fim imediato dos combates; a segunda deve esboçar uma estrutura política mais ampla para que se chegue à paz entre Israel e o Hizbollah.
“Estamos preparados para continuar a trabalhar amanhã a fim de fazer avanços sobre a adoção da resolução, mas chegamos a um acordo e estamos prontos para prosseguir”, disse Bolton.
Os EUA têm mantido a posição de que é direito de Israel se defender dos ataques, enquanto a França e outros países têm defendido o fim imediato do conflito incondicionalmente, a fim de trazer estabilidade à região.
Bolton não fez comentários específicos sobre o texto, mas fontes da ONU disseram que o esboço do acordo pede a “cessação total da violência” entre Israel e o Hizbollah, mas dá ao governo israelense o direito de lançar ataques se o país for atacado pelo Hizbollah.
O premiê britânico, Tony Blair, elogiou o esboço da resolução e disse que o documento deve inspirar um cessar fogo entre o Israel e o Hizbollah. “É um importante avanço”, declarou. “E deve significar que, com a adoção unânime da resolução pelo CS, haja então a completa suspensão das hostilidades em ambos os lados.”