Católico que morre em Lucianópolis não tem direito a missa de sétimo dia, ele tem que escolher o dia para morrer porque senão sua Missa de 7.º dia será no 6.º, 8.º, 9.º, 10.º... etc, porque o padre de lá não pode fazer uma exceção e ir rezar a missa no dia certo, mesmo a família solicitando. A Igreja Católica esta perdendo fiéis e não é à toa, pois quando um fiel precisa, ele não pode contar com a boa vontade do pároco da cidade, o mesmo tem outras Igrejas para cuidar, mas, afinal, Lucianópolis é uma cidade muito pequena e se fizerem uma pesquisa de quantos católicos morrem por mês, eu tenho certeza de que daria muito bem para “esse” padre fazer uma exceção e ir rezar a Missa de 7º dia e não em outra data!
O mínimo que um católico espera dessa Instituição quando morre é que ela siga a sua tradição e não se recuse a realizá-la, como ocorreu na morte da minha mãe, que coincidiu com a data da missa realizada semanalmente em Duartina... Será que essa missa não poderia ser realizada em outra data? No entanto, ainda fica uma dúvida, a Missa de 7º dia não é cobrada pela Igreja, como se faz com casamento e eu tenho certeza que se fosse paga, minha mãe teria um padre para rezar a sua Missa de 7º dia.
A Igreja Católica é tão conservadora em certas coisas, levando séculos para haver mudanças, e não se adapta a realidade do mundo, segue seus dogmas exigindo do católico o mesmo, mas e a Missa de 7º dia, não é uma tradição católica? Por que para isso pode haver mudança? Portanto, povo católico de Lucianópolis, contem com a sorte até na hora da morte!
Fátima Izabel de Andrade Toassa - professora de História - RG 12.175.669-5