08 de julho de 2026
Nacional

Recém-inaugurada, entidade é incendiada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Campinas - Menos de um mês após ser inaugurado pelo governador Cláudio Lembo (PFL), o Centro de Integração de Cidadania (CIC) de Campinas foi invadido e incendiado na noite de anteontem por oito homens que se identificaram a um vigia como integrantes do PCC. Os criminosos usaram um engradado carregado de garrafas cheias de gasolina.

Um segurança do local foi despido e apanhou durante dez minutos. Ele foi ameaçado de morte e levou coronhadas, socos e chutes. Lembo inaugurou o CIC em 11 de julho. Em entrevista coletiva após a inauguração, ele disse que o comando do PCC “não domina mais” os presídios e que a situação nas cadeias “está sob controle”. “Houve um período nos presídios em que não havia disciplina, e eles (presos) dominavam. Hoje não dominam mais”, disse na ocasião.

O CIC fica no bairro Vida Nova, na periferia de Campinas, e oferece diversos serviços como orientação social, emissão de carteira profissional, acesso à Internet, entre outros. Segundo um dos dois vigias que estavam no local e não quis se identificar, três dos oito criminosos pularam o alambrado e o fizeram abrir uma porta de vidro, sob a ameaça de um revólver. Em seguida, os demais invadiram o interior do centro.

Depois de ser despido, o vigia foi trancado em um banheiro. “Eles (criminosos) vinham me bater toda hora enquanto os outros incendiavam. Ele disseram que eram do PCC e que queriam matar a diretora e queimar tudo”, disse o vigia. Foram destruídos 11 computadores utilizados pelas comunidades de ao menos 17 bairros vizinhos. Cerca de 200 pessoas usavam o serviço diariamente.

Os criminosos também incendiaram cadeiras, mesas, uma impressora, telefones e ventiladores. Eles dispararam tiros contra paredes e quebraram a porta do elevador. Além dos dois vigias, uma secretária do CIC também estava no local. Ela e um dos vigias se esconderam na cozinha, embaixo da pia. “Se eles (criminosos) tivessem nos visto, com certeza, todos seríamos mortos. O segurança que foi feito refém jurou para eles que não havia mais ninguém do prédio”, disse a secretária.