11 de julho de 2026
Polícia

Para Tuga, suspender liberação é pior; Tobias sugere critérios rígidos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

Para o prefeito Tuga Angerami (sem partido), retirar dos presos o direito ao prêmio da soltura temporária é uma forma isolada de submete-los à vingança da sociedade por culpa da falência do Estado.

Tuga admite que a medida poderia surtir certo efeito neste momento de tensão pela segurança pública mas, ainda assim, questiona a eficácia da medida, se adotada, em razão da vulnerabilidade do sistema prisional. “Me preocupa continuarmos discutindo segurança pública pelos efeitos pontuais. É notório que o sistema prisional é vulnerável e que os presos de dentro controlam e lideram ações aqui fora. Desta forma, será que cortar a soltura temporária resolve, se a ação pode ser comandada de lá de dentro?”, indaga.

Para o prefeito, a questão mais séria é que a sociedade não vai resolver o problema pensando em medidas que visem retirar dos detentos o já limitado acesso à ressocialização. “Se existe celular e comando de dentro da prisão, fica difícil pensar em cortar a soltura para evitar ataques. O sistema é que precisa ser revisto, com a anemia do Estado diante dessa teia deteriorada que se transformou a sociedade”, pondera.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) considera que, no momento pontual de tensão social, a revisão nos critérios para a obtenção de soltura temporária pode favorecer. Ele também concorda que esta ou aquela medida específica não resolve a sensação de insegurança vivida pela população. “Mas o critério para conceder a soltura temporária também não pode deixar de ser rigoroso. Se for comprovado que o preso se envolveu em atentados, não deveria soltá-lo, perde o direito ao prêmio”, argumenta.