São Paulo - O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), disse ontem não acreditar que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteja por trás das ações do PCC no Estado. “Não posso acreditar que o PT está por trás desses ataques”, afirmou, contrariando a declaração dada por seu secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro, de que o PT poderia estar vinculado aos ataques desta facção criminosa.
A afirmação do governador foi feita em entrevista, após um encontro no Palácio dos Bandeirantes com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Sem entrar na polêmica das acusações feitas por Saulo, Aécio criticou a politização e o uso eleitoreiro da crise da segurança pública em São Paulo. “Esta é uma coisa de tamanha gravidade que não temos o direito de colocar (os ataques) no patamar da disputa eleitoral. É uma questão que deve se enfrentada com profissionalismo para que o inimigo seja vencido.”
Questionado se iria repreender o seu subordinado por causa da vinculação que fez do PCC com o PT, Lembo respondeu: “Ele (Saulo de Castro) já está sendo processado (pelo PT)”. O governador admitiu, porém, que irá conversar com o secretário de Segurança Pública para que episódios como este não se repitam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia criticado a postura do secretário paulista, e garantiu que iria solicitar ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que conversasse com Saulo para que o assunto fosse tratado com mais seriedade e não através de críticas na imprensa.