Beirute - Aviões de Israel bombardearam na madrugada de ontem a região de Sidon, onde fica Ein Helue, o maior campo de refugiados palestinos localizado no Líbano. Um pessoa morreu e ao menos oito ficaram feridas. Ontem o grupo terrorista Hizbollah lançou cerca de 100 foguetes contra o norte de Israel, sem deixar vítimas.
É a primeira vez, desde o início do conflito, em 12 de julho, que Israel ataca um campo de refugiados controlado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em território libanês. Cerca de 350 mil palestinos vivem em campos de refugiados em todo o Líbano.
De acordo com Israel, o objetivo do ataque era um membro do Hizbollah que estaria escondido em Ein Helue. Outro bombardeio, contra o vale do Bekaa - região onde está concentrada uma grande comunidade de brasileiros -, matou um membro do Hizbollah, além de sua mulher e seus cinco filhos. A ação deixou ainda outros oito soldados e dois membros do Hizbollah mortos.
Israel tem atacado o Líbano por terra, ar e mar, deixando inúmeras cidades libanesas destruídas, sem luz, água e telefone. O Hizbollah também lança dezenas de foguetes Katyusha contra o norte de Israel. Até o momento, a violência deixou saldo de mais de 1.000 mortos, 900 deles no Líbano.
A cidade de Sidon possui cerca de 150 mil habitantes, mas atualmente abriga outros 115 mil que fugiram de suas cidades para escapar dos bombardeios de Israel - além dos cerca de 75 mil palestinos que vivem no campo de refugiados de Ein Helue desde 1948 (refugiados de outra guerra entre árabes e israelenses).
O saldo desde a noite de ontem por bombardeios israelense é de 14 civis mortos no Líbano. Segundo o Exército israelense, ao menos 30 membros do Hizbollah foram mortos ontem. Em combates por terra, cinco soldados israelense morreram e 14 ficaram feridos.
Ontem, cerca de 100 foguetes do Hizbollah atingiram cidades no Norte de Israel, sem deixar vítimas. Cerca de 3.000 foguetes foram lançados contra o território israelense desde que os confrontos tiveram início.
O objetivo de Israel é o de ocupar uma área de cerca de 30 quilômetros no Sul do Líbano, onde fica o rio Litani (principal provedor de água à região), de onde são lançados a maioria de foguetes contra seu território.
Cerca de 10 mil soldados já ocupam parte do território libanês e travam sangrentas batalhas com membros do Hizbollah no sul do país - 64 soldados israelenses já morreram nos conflitos. Na segunda-feira, o governo libanês propor o envio de 15 mil soldados ao Sul do país a fim de garantir a segurança e evitar que membros do Hizbollah lancem foguetes contra o norte israelense.
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Hizbollah
Beirute - O líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, alertou a comunidade árabe residente em Haifa para que deixe a cidade portuária israelense a fim de que o movimento xiita possa intensificar os ataques contra o local.
“Tenho uma mensagem especial para os árabes de Haifa, aos seus mártires e seus feridos. Peço que abandonem a cidade. Espero que vocês façam isso. (...) Por favor, saiam para que não derramemos seu sangue, que é o nosso sangue”, declarou o líder xiita em uma declaração televisionada por emissoras do Oriente Médio.
Nasrallah também expressou a posição contrária do Hizbollah sobre o projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos e pela França, que foi divulgado no domingo, e que está sendo discutido no Conselho de Segurança da ONU.