11 de julho de 2026
Polícia

Familiares de detentos temem perseguição

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

Ontem pela manhã, quando os presos beneficiados pela saída temporária deixavam os presídios, alguns em companhia de familiares, eles disseram que temem serem perseguidos pela polícia por causa dos ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ocorridos nos últimos dia na Capital e em cidades do Interior.

“Tenho medo e fico preocupada com meu filho. A gente procura ajuda, mas todo mundo vira as costas”, afirma Erenice Borges, mãe de um dos detentos. O rapaz confirmou a insegurança da mãe. “O clima dentro do IPA está difícil de explicar de entender. Tenho medo de piorar minha condição porque acho que as pessoas estão com preconceito da gente”, diz Admilson Oliveira da Silva.

O detento Ricardo Neres também tem medo, mas quer aproveitar os dias pensando em outra coisa: ficar com a família. “Não é todo mundo que apronta, mas a gente fica com medo”, diz.

Greice Genaro Mantovani teme que o marido seja vigiado. “É um direito dele (a saída). Ele cumpriu a pena no fechado e agora está no aberto. Não tem porque ficar sendo vigiado. Tenho medo que a polícia fique atrás”, conta.

Ontem pela manhã, os familiares dos presos esperaram mais de 5 horas em frente ao Instituto Penal Agrícola em Bauru. Os primeiros detentos saíram por volta das 6h e seguiram até a rodoviária para outras cidades.

Os 13 ônibus fretados para municípios do Interior do Estado (Botucatu, Campinas, Sorocaba, São Manuel e Ribeirão Preto) e para a Capital começaram a sair às 10h. Só por volta das 12h foram liberados os detentos aguardados pelo familiares no portão do IPA. Durante a espera, os familiares compartilharam salgadinhos e refrigerantes.