08 de julho de 2026
Politicando

Vascaínos fanáticos


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As eleições no Vasco da Gama mexem com todo o Rio. Faixas dos candidatos são vistas por toda a cidade. Muita gente não sabe, mas no Rio a população de portugueses é maior que na cidade do Porto! E o Vasco tem muita história. Se na Espanha o Real Madri é o time do Rei, no Brasil o Vasco já teve como presidente um homem forte de Getúlio Vargas, o ministro Oswaldo Aranha, o mesmo que na ONU presidiu a sessão que criou o Estado de

Israel. Os lusitanos do Rio costumam ter duas carteiras de sócio: uma da Portuguesinha, “Prá ajudaire!”, e outra do Vasco, “Prá torceire!”.

É preciso entender o espírito do carioca. Quando Eurico de Miranda foi perguntado na TV se é verdade que ele não gosta de vir para S. Paulo, ele respondeu: - Exagero! Está certo que quando desço do avião eu desço de costas, que é para voltar logo, mas daí a dizer que não gosto da cidade é um exagero. Essa é uma atitude típica de irreverência cultural. Ele não diz isso por mal! Essa maneira de reagir está no sangue de todo carioca.

Uma vez fomos a São Januário ver um amistoso do Guarani contra o Vasco. O grande Telê Santana, apelidado de “Fio de Esperança”, jogava no meio de campo do Bugre, e o jogo acabou 1 X 1, com gol do Guarani feito por um nosso conhecido chamado Paulo Leão. O que mais nos impressionou foi a atitude de uma senhora de tamancos quando o tradicional Grêmio da Colina entrou em campo. Agarrada ao alambrado e inteiramente transtornada, ela gritava: - Entra Vasco, que meu marido é sócio!

Contada por Rui Bertoti