09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Prazos e ofertas elevam venda de carros

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

A vontade de trocar de carro aliada às facilidades de financiamento motivaram o analista de sistemas Ulisses Polati, 27 anos, a comprar um Fiesta zero quilômetro. Ele optou por parcelar o automóvel em 36 vezes e ainda conseguiu levar o carro novo com o tanque cheio e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) quitado.

“Eu não teria condições de pagar à vista. Só recorri ao financiamento porque pude escolher um plano com parcelas que cabiam em meu bolso. Fora isso, a concessionária ofereceu benefícios atrativos, como a isenção do IPVA”, ressalta o analista.

O exemplo de Polati é apontado em muitas concessionárias como um dos fatores que explicam o aumento de até 40% nas vendas registrado nos últimos meses. Uma revendedora da Volkswagen em Bauru comemora o faturamento que obteve no mês passado. Em relação ao mesmo período de 2005, a loja comercializou 30 veículos a mais, o equivalente a um acréscimo de 25%.

“Na verdade, esse desempenho nas vendas tem ocorrido desde janeiro. Na minha opinião, por conta das ofertas, dos juros que ficaram menores, dos prazos de financiamento que foram ampliados e também devido à estabilidade econômica do País”, considera o diretor comercial da empresa, José Antônio Rossini.

Na concessionária Ford, o mês passado, em comparação a julho do ano anterior, também foi destaque. As vendas na linha zero quilômetro tiveram aumento de 40%, e entre os seminovos a comercialização cresceu 30%. Para o diretor da loja Jorge Simão Neto, os números são resultado da carência para o pagamento da primeira parcela somada aos extensos planos de parcelamento e às baixas taxas de juros oferecidas.

R$ 25 mil

“Hoje temos taxas de juros na faixa de 1,50% e damos até 150 dias de carência para o cliente quitar o primeiro pagamento. Todos esses benefícios têm motivado muita gente a trocar ou adquirir um carro”. Ainda de acordo com Simão, a maioria dos clientes tem optado por planos de 48 parcelas e por veículos que custam, em média, R$ 25 mil.

“Hoje está muito fácil comprar carro. O consumidor leva o veículo para casa sem despesa nenhuma. Ganha licenciamento, emplacamento, IPVA e tem a opção de parcelar o valor do carro de acordo com sua condição financeira”, analisa o gerente de vendas da revendedora Fiat em Bauru, Luís Francisco Pfeifer.

Segundo ele, o mês de julho - pelo menos até agora - destaca-se como o campeão de vendas do ano. “Comercializamos 150 carros seminovos e 200 zero quilômetro. Ainda não contabilizamos, mas o desempenho foi bem maior que o registrado no mesmo período de 2005”, diz o gerente.

Em outra concessionária Volkswagen, o mês de julho também obteve o melhor desempenho do ano nas vendas. Segundo o diretor da empresa Rogério Garcia, foram fechadas 55 compras de carros zero quilômetro e 45 de seminovos. “Isso é equivalente a um acréscimo de 30% em relação aos demais meses deste ano”, destaca.

Em comparação a julho de 2005, Garcia comemora aumento de 60%. “Em julho do ano passado, vendemos 18 carros novos e 40 seminovos. A agressividade das campanhas de preços foi fundamental para atingirmos esse resultado”, destaca o diretor. Garcia ainda ressalta que em sua empresa toda linha de carros está recebendo descontos na ordem de 6%.

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Seguros

A procura por seguro de veículos também cresceu nos últimos meses, porém, não na mesma proporção que a venda de carros. Segundo dados do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor), o acréscimo atingiu 17%. “As pessoas estão mais preocupadas com a segurança, o que é motivado pelas ondas de ataques que estamos vivendo nos últimos dias”, analisa o diretor de comissão técnica de seguro de automóveis do Sincor em Bauru, Waldemar Sebastião Strongren. Ainda segundo ele, a maioria das pessoas tem optado pelo seguro total do automóvel.

Strongren explica que o preço do seguro varia de acordo com o perfil do dono do veículo, isto é, o valor é estabelecido conforme seus hábitos e local onde mora. “É através dessa análise que medimos o índice de risco que o automóvel está submetido e, assim, definimos o preço”, acrescenta.