São Paulo - Ele era apenas o quarto goleiro entre os profissionais. Mas o fato de dividir as horas de treinamento com o ídolo Rogério Ceni no CT fascinava Weverson. O goleiro de 19 anos fora promovido após a Copa São Paulo de juniores para trabalhar com o técnico Muricy Ramalho. Feliz por estar entre os profissionais, ele se empolgava mesmo quando o assunto era o capitão são-paulino Rogério.
“A última vez que falei com ele (Weverson) foi no jogo contra o Internacional pela Libertadores, lá no Morumbi. Mas não tive muito tempo de conversar. Ele estava feliz porque o Rogério andava com ele e com o Bruno em todo o canto. O Rogério chegou a levar o Bruno e o Weverson para dormir em sua casa”, afirmou Alex, 18 anos, reserva de Weverson nas categorias de base do São Paulo.
Luiz Batista Silva Júnior, o Luizinho, preparador de goleiros das equipes de base, foi quem acompanhou o surgimento de Weverson em Barueri, local de treinamentos. “Ele era um excelente goleiro, muito dedicado e que sonhava bastante. Infelizmente, a gente vê uma trajetória interrompida e não sabe dizer o porquê”, falou Luizinho.
Treino no mesmo CT aproximou atletas
Treinos no mesmo CT aproximaram as garotas do Osasco dos atletas das categorias de base do São Paulo. De 2003 a dezembro de 2004, os jovens do clube paulista usavam o Sportville para os treinamentos. O local, em Barueri, também era bastante freqüentado por atletas do clube de vôlei. A proximidade das equipes, aliado ao namoro de Natália com um jogador de futebol, trataram de criar os laços entre os atletas, segundo dirigentes dos clubes.
Paula Carbonari e Clarisse Peixoto, que também se machucaram no acidente, eram amigas muito próximas. O namorado de Natália, Fernando, vive na Espanha e tenta se naturalizar para jogar pelo Zaragoza.
Nathália e Weverson viviam momentos parecidos na carreira. Recém-chegados ao time principal, eram apontados como promessas. O goleiro começou a carreira no Pequeninos do Joquey, passou pela Portuguesa e chegara ao São Paulo em 2003. Nunca fizera um jogo oficial pelo time principal. Nathália disputou a última Superliga com a equipe de Osasco.
Na ausência das jogadoras de seleção, a ponta brigava por posto de titular. Sua principal conquista foi o ouro no Mundial juvenil do ano passado. “Era uma menina muito determinada e boa de grupo”, disse Antônio Rizola, que comandou aquele time.