09 de julho de 2026
Nacional

Médica assina declaração de óbito com paciente viva em Santo André

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Devido à falha de uma médica do hospital particular Santa Helena, localizado em Santo André (Grande SP), as três filhas da dona de casa Aida Farias Rodrigues, 74 anos, tiveram de chorar a morte dela duas vezes. A primeira foi erroneamente comunicada no dia 7 de agosto, quando a médica responsável chegou a assinar uma declaração de óbito.

“Até liguei para familiares avisando (da morte)”, lembra a recepcionista Maria Augusta de Almeida, 45 anos, a caçula de Aida. Agora, o que ela e as duas irmãs querem saber é o que ocorreu com a mãe das 16h30 às 19h do dia 7, período entre a comunicação da morte à família e a declaração de que ela ainda estava viva.

O hospital garante que, nesse intervalo, “a paciente foi mantida com todos os aparelhos ligados, que garantiram sua sobrevida (...), tendo provas de que em nenhum momento o tratamento foi interrompido”. A família não acredita na versão: “Como um hospital vai deixar morto com aparelhos ligados?”, questiona Sandra Rodrigues Nagai, 47 anos, a filha do meio. Ela e Maria Augusta estavam no Centro de Terapia Intensiva (CTI) quando o quadro clínico da mãe piorou.

Assim que a médica chegou, disse que a idosa estava morta e assinou a declaração de óbito. Aida, porém, só morreu na última sexta-feira, quatro dias após o falso anúncio da morte. Ela sofria de mal de Alzheimer, e seu quadro era grave desde que deu entrada no hospital. Enquanto o Santa Helena apura o caso, a médica que emitiu a declaração foi afastada de suas atividades.

Segundo o hospital, ela se “precipitou” com o objetivo de “poupar” os familiares da paciente. Sobre a demora em avisar a família, o hospital informou que não conseguiu contato, mas as dizem que estavam com os celulares ligados.