Em recente visita à Rússia, pude verificar o caos social que resultou do Comunismo implantado a partir da revolução bolchevista em 1917, liderada por Lênin, depois passando por Trotski, Stalin , N.Khruchov, L.Brejnev e outros, perdurando até 1985, com a chegada ao poder de Mikhail Gorbatchov com sua Perestroika, abrindo caminho para a economia de mercado, abandonando definitivamente o regime falido tentado pelos comunistas. A revolução de 1917 teve como causa o caos econômico do proletariado gerado pela concentração de renda da elite, causando desemprego e um desnível social, econômico e financeiro da população devido à exploração de uma aristocracia riquíssima, representada pelos czares, seus descendentes e agregados ao poder.
Não só a história relata esse fato, mas as evidências constatadas nos mais de 140 palácios que eram utilizados pelos czares, alguns hoje museus na cidade de São Petersburgo, antiga Leningrado na Rússia.
Maravilhosa e portentosa, São Petersburgo impressiona por suas amplas avenidas, jardins e canais formados pelo rio Neva, monumentos históricos e os imensos prédios de blocos, a maioria antes utilizados como órgãos públicos, e hoje como moradias, e, claro que, como não poderia deixar de ser no comunismo, em média com 25 m2 e ocupadas por 4 pessoas.
Impressiona a condição de vida ruim das pessoas onde o alcoolismo, a droga, a prostituição e a corrupção foram a herança deixada pelo comunismo, principalmente depois da queda do muro de Berlim, onde o Estado era o único patrão, e, de repente, da noite para o dia se viram incapacitados e despreparados para o regime de economia de mercado, principalmente os mais velhos, hoje no convívio com os turistas do mundo todo.A impaciência, a rispidez e a grosseria é marca quase indelével da alma dessas pessoas, seqüelas causadas pela opressão, perseguição, punição e falta de perspectiva, inerentes a todo regime ditatorial.
Se traçarmos um paralelo com o que aconteceu na Rússia do século passado e do Brasil de hoje, caminhamos para um “comunismo”. (entre aspas, por se tratar de uma metáfora). Pior ainda, um “comunismo“ que terá como causa não uma revolução de idéias ou de ideais filosóficos, mas calcado apenas na violência. E isso já se pode sentir quando vemos as populações miseráveis, concentradas nas periferias e favelas, descendo dos morros e promovendo arrastões e saques em algumas cidades do Brasil, populações essas desassistidas de tudo o que seja, no mínimo essencial para uma sobrevivência digna.
Nos quase 80 anos de comunismo da Rússia passaram pelo poder central alguns poucos governantes, assim como no Brasil também, depois da revolução de 64, que tinha por objetivo exatamente não deixar o país cair nas mãos dos comunistas. O que se viu depois disso aqui no Brasil, e ao longo das ultimas décadas, foi um acentuado desnivelamento social, desemprego, e o crescimento do proletariado.
O desenvolvimento foi apenas em alguns setores, principalmente o financeiro, que hoje são representados por oligopólios que monopolizaram todos os segmentos da economia, favoreceram a criação de cartéis, e consequentemente concentração da riqueza.Tanto é verdade que, segundo dados do IBGE hoje no Brasil 5% da população détem 40% do PIB.
Enfim, será que seria de mais compararmos Lênin,Trotsky,Stalin e Leonid Brejnev ditadores do comunismo durante décadas a José S., Antonio C. M., Renan C., Marco M., Luiz I. , Fernando C., Fernando H.,Orestes Q., Paulo M., dentre outros (os de sempre), grandes “democratas“, perpétuos no poder e exímios colaboradores dessas riquíssimas aristocracias ? Aliás, aquelas mesmas, que um dia foram fuziladas depois da revolução bolchevista de 1917, cujo lema era “Pão, terra e trabalho “.
Carlos E. S. Padilha - RG 7.996.385