08 de julho de 2026
Nacional

Suassuna deixa liderança do PMDB

Folhapress
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Brasília - Depois de ser citado no relatório parcial da CPI dos Sanguessugas, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) deixou ontem a liderança de seu partido no Senado e afirmou que vai se licenciar do Conselho de Ética, órgão que julgará as acusações contra ele e os senadores Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MS).

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve receber hoje os documentos da CPI e pretende encaminhá-los direto ao Conselho de Ética. “Vou fazer o que for mais ágil. A CPI me entrega os documentos hoje e a tendência é mandar imediatamente ao conselho”, disse. Se considerados culpados, os senadores podem perder o mandato. Presidente do Conselho de Ética, o senador João Alberto (PMDB-MA) afirmou que dará prazo de três dias para a defesa prévia dos senadores. Disse que fará “juízo de valor” sobre o relatório e os documentos da CPI.

Alberto diz ter achado as defesas de Malta e Serys em discursos em plenário “muito convincentes”. Sobre Suassuna, avaliou que “fez um bom pronunciamento”. Suassuna é candidato à reeleição e atribuiu seu afastamento da liderança do PMDB à necessidade de tempo para se dedicar à campanha. Ele afirmou que indicará ao seu lugar o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro Hélio Costa (Comunicações). Salgado foi o único que votou contra o relatório da CPI. Suassuna já comunicou sua decisão ao senador, que aceitou o cargo.

O senador era pressionado por Pedro Simon (PMDB-RS) para se afastar da liderança. Ele é acusado de receber R$ 222,5 mil de propina para destinar recursos do Orçamento para aquisição de ambulâncias superfaturadas.