09 de julho de 2026
Polícia

Cabeleireira diz ter sido vítima de racismo

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Tudo começou por causa de um sapato que estava com o preço “errado” na vitrine. No último dia 10, a cabeleireira Mônica Rodrigues Batista se dirigiu, na companhia de uma colega de trabalho, a uma loja onde sempre costumava comprar suas sandálias. Um impasse no ato da compra resultou em uma discussão entre Mônica e a gerente do estabelecimento. Ela registrou um boletim de ocorrência dizendo ter sido vítima de racismo. A gerente, cujo nome está sendo preservado porque ainda não foi indiciada pela polícia, nega ter feito qualquer menção racista.

De acordo com a cabeleireira, que ontem registrou a reclamação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), durante a discussão a gerente disse que ela parecia leão-de-chácara e referiu-se a ela como que só podia mesmo ser “de uma racinha”.

A delegada Cássia Regina Cancian Machado registrou o caso como injúria qualificada , considerado um dos mais graves crimes contra a honra. A delegada explica que, se ficar provado o crime, a acusada pode pegar pena de um a três anos de reclusão.