11 de julho de 2026
Nacional

Petrobras diz que valores de derivados de petróleo estão defasados em 10%

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O diretor-financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu ontem que os preços dos derivados de petróleo no mercado doméstico apresentam uma defasagem de aproximadamente 10% em relação aos EUA, o que reforça a possibilidade de um reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil. Ele afirmou, porém, que a Petrobras tem “uma política de não repassar preços em momentos de pico ou de vale”’ no preço do petróleo no mercado internacional.

Segundo ele, a alta atual do petróleo se deve a motivos pontuais e sazonais, como a crise no Oriente Médio e o verão nos EUA, em um momento de baixos estoques. “Superadas essas duas questões, os preços devem se acomodar”, disse, Barbassa, após apresentar os resultados da Petrobras no primeiro trimestre a investidores em São Paulo.

No dia 14 de julho, o barril do petróleo cravou o recorde de US$ 78,40 em Nova York, influenciada principalmente pelo conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, iniciado dois dias antes.

O temor então era de que o Irã acabasse envolvido nos confrontos e o fornecimento mundial da commodity pudesse ser comprometido - o país é o segundo maior exportador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Nos EUA, o consumo de gasolina atinge picos durante o verão (inverno no Brasil), quando também começam as férias escolares e mais pessoas viajam de carro pelo país. No entanto, os estoques do combustível no país têm registrado quedas.

Na semana passada, o Departamento de Energia dos EUA divulgou uma queda de 3,2 milhões de barris na reserva de gasolina do país (que totalizou 207,7 milhões de barris) e de 1,1 milhão de barris na reserva de petróleo (que ficou em 332,6 milhões de barris).