O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, participou ontem em Bauru da abertura do “8º Simpósio VacinaAção – A prática em salas de vacina: compromisso com a qualidade”, sediado na cidade. Em entrevista à imprensa, ele destacou a introdução da vacina contra o rotavírus no calendário estadual de vacinação. No evento também foi discutida a chegada da vacina contra o câncer do colo uterino.
Cerca de mil profissionais de 250 municípios do Estado estavam inscritos para o simpósio. A abertura do evento teve a participação do secretário municipal da Saúde, Mário Ramos, a diretora técnica da Direção Regional de Saúde-10 (DIR-10), Shirley Alonso Mendes, entre outros. Logo após a solenidade, Barradas destacou as inovações no setor de imunologia que a secretaria está implantando. “Hoje (ontem) será discutida a vacina do rotavírus, que temos há três meses e será introduzida no calendário do Estado”, conta.
Outra novidade é a possibilidade de expandir a vacinação contra gripe também para as crianças. A proposta pode ser viabilizada após o término da fábrica de vacinas que São Paulo está construindo em parceria com o Governo Federal. “O Ministério da Saúde e o Estado estão terminando de construir a fábrica de vacinas, para oferecer imunização contra a gripe para todo Brasil. E, talvez em 2008, a gente amplie o número de vacinas disponíveis e dentro dessa expectativa, imunizar também as crianças”, conta.
Clélia Aranda, coordenadora do simpósio, destaca a discussão sobre a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV, na sigla em inglês), que está associado ao colo uterino. “Esta é uma novidade que traremos para os funcionários conhecerem. Ela ainda não está no serviço público, ainda não está na rotina, mas é importante saber do que se trata, como ser usada”, explica.
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Crise
Na avaliação do secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a crise vivenciada pelo setor em Bauru nos últimos meses não é uma exclusividade. “Eu reputo esse ao principal problema a ser enfrentado pela saúde pública no momento no Estado de São Paulo”, avalia.
Para ele, o desafio é fazer as pessoas serem atendias perto de casa, sem filas, por um profissional conhecido por elas e que elas tenham confiança. “Hoje estamos assistindo, principalmente em Bauru - que é um grande centro médico, com serviços que são referências nacionais - uma tendência da população em procurar o serviço mais especializado. E isso é um erro”, observa.
Segundo o secretário, a população deveria procurar um serviço próximo à sua casa e ser atendido por alguém que conheça a dinâmica da família. “Esse é o grande desafio do sistema de saúde brasileiro aqui em São Paulo. Como fazer com que as nossas unidades básicas sejam a verdadeira porta de entrada do sistema”, diz.