11 de julho de 2026
Economia & Negócios

‘Bauru tem vocação para ser metrópole’, afirma economista

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

O economista e presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) em São Paulo, Heron do Carmo, acredita que Bauru está prestes a se tornar mais uma metrópole no Estado. O especialista, que esteve ontem na cidade, apontou a localização do município, a qualidade das rodovias que o interceptam e o novo aeroporto como características fundamentais e decisivas para esse desenvolvimento.

“Bauru está no eixo do centro-oeste paulista. É uma vantagem, inclusive, para a cidade se tornar referência no escoamento da produção de biodiesel. Por conta de ser um entroncamento, o município pode se tornar um centro de serviços nessa área”, completa. Carmo citou ainda iniciativas como o tratamento de esgoto que vem sendo implantado pelo poder público municipal. Segundo ele, metas como essa são importantes para atrair novas indústrias ao município.

“Grandes empresas estão migrando dos grandes centros urbanos para o Interior do Estado em razão da necessidade da diminuição de custos. Bauru pode oferecer isso e, mais ainda, qualidade de vida. A cidade, por si só, tem uma vocação natural para ser metrópole”, avalia.

Para o economista Reinaldo Cafeo, delegado do Corecon, falta pouco para o município alcançar o posto de metrópole. Ele estima que entre três e cinco anos a cidade conquiste esse patamar. “Isso está ocorrendo naturalmente, mas a partir do setor privado. A instabilidade política dos últimos anos, com a cassação de prefeitos, prejudicou muito esse processo”, analisa.

Mobilização

Cafeo considera que a manifestação da sociedade civil, incluindo as entidades patronais, entidades de classe, o meio empresarial e as universidades, está sendo decisiva na mobilização do setor público para este fim, a consagração de Bauru como eixo de mais uma macrorregião do Estado de São Paulo.

Mas é preciso cuidado. O alerta é do presidente do Corecon. Segundo Carmo, esse processo tem de ser viabilizado sem comprometer o município com as mazelas que podem resultar desse desenvolvimento, muito comuns inclusive em metrópoles como Campinas e Guarulhos, apontou.

“É preciso evitar os efeitos colaterais que podem surtir desse processo, como o surgimento dos bolsões de pobreza, o estrangulamento do trânsito e tantos outros problemas. O ideal é a constituição de uma metrópole como um grande centro interligado com a região, que saiba induzir o crescimento”, ressalta Carmo.

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Palestra

As perspectivas da economia brasileira no bicentenário da independência do País foi o tema da palestra apresentada ontem na Instituição Toledo de Ensino (ITE) pelo presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) em São Paulo, Heron do Carmo.

Ele falou sobre o processo e as políticas econômicas que ocorreram no Brasil a partir da consolidação da República. “Destacamos o modelo de País que está no inconsciente das pessoas, o que acaba sendo fundamental em termos de referência política. As pessoas votam de acordo com as suas concepções e ações por parte dos governantes”, acrescentou.