08 de julho de 2026
Internacional

Choque de trens mata 58 no Egito

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cairo - A colisão de dois trens de passageiros em uma estação ferroviária no norte do Egito, ontem, deixou pelo menos 58 mortos e 143 feridos, segundo o ministro da Saúde do país, Hatem el-Gabaly. O acidente ocorreu pouco depois das 7h locais (1h no horário de Brasília), numa estação dos arredores de Qalyoub, 20 quilômetros ao norte do Cairo. Ambos os trens se dirigiam ao Sul e levavam moradores das cidades de Mansoura e Benha, no Delta do Nilo, que trabalhavam no Cairo.

O trem que vinha de Mansoura estava a uma velocidade de pelo menos 80 km/h quando a colisão ocorreu - após passar direto por um sinal de “pare” próximo da estação de Qalyoub, segundo policiais.

Uma investigação foi aberta para apurar as causas do acidente. O responsável pela administração ferroviária no país, Hanafi Abdel-Qawi, atribuiu o acidente a uma falha humanae, segundo a mídia egípcia, foi afastado anteontem mesmo de suas funções.

O condutor do trem de Mansoura morreu na hora do acidente, e a locomotiva capotou quando atingiu o outro trem, que estava parado na estação. A defesa civil, a polícia e o Exército trabalharam juntos durante toda a manhã em busca de sobreviventes e de corpos entre os vagões retorcidos.

No fim da tarde, guindastes removeram os destroços. Calçados e roupas ensangüentadas se espalhavam pela plataforma da estação. Um morador de Qalyoub que ajudou nos resgates disse que a maioria dos passageiros era homens, com idades entre 20 e 50 anos.

“Carreguei muitos mortos, e muitos deles eram apenas partes de corpos. Minhas próprias roupas ficaram encharcadas com sangue”, disse Raslan Abdel-Aziz, mecânico do Exército egípcio.

Eid Mohammed Saber, 37 anos, disse que estava dormindo no momento da batida e que acordou com gritos e com as pessoas se atropelando umas às outras na tentativa de escapar. Acidentes de trem não são incomuns no Egito e quase sempre ocorrem devido à falta de manutenção. O pior desastre ferroviário no país, em 2002, deixou 363 mortos.