09 de julho de 2026
Polícia

Simulação alerta estudantes sobre violência contra mulher

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Horário de intervalo, cerca de 400 estudantes da Universidade do Sagrado Coração (USC) aproveitavam o tempo livre para fazer um lanche ou colocar o papo em dia, quando, pouco depois das 20h45, uma discussão desviou a atenção. Um estudante agrediu de forma covarde a sua namorada a jogando ao chão. Em poucos segundos, dois policiais militares que estavam no local prederam o agressor em flagrante. A cena acima poderia ser verdadeira, no entanto, foi uma simulação preparada pelo programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), da PM, em parceria com a USC, para alertar os jovens sobre a violência contra a mulher.

Se o intuito era surpreender, os atores do curso de artes cênicas da USC conseguiram. A vericidade passada pelos movimentos e expressões nos rostos de Alessandra Prandi e Chico Neto convenceram os estudantes mais desatentos, alheios à movimentação, não muito comum, de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas no pátio no intervalo de aula.

A estudante de pedagogia Elenice Mariano Morais confessou que foi pega de surpresa. “Não estava prestando muita atenção. Achei que seria a apresentação do novo chanceler. Por um instante acreditei que era realmente verdade”, afirma.

A futura pedagoga elogiou a iniciativa. “Embora a violência contra a mulher seja um fato que parece ser corriqueiro e desgastado, crimes como esse são corriqueiros, principalmente dentro de casa”, diz.

Segundo a delegada Marilda Pinheiro, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, as suposições de Elenice estão corretas. “Esse é um crime recorrente. Somente no ano passado registramos 5 mil boletins de ocorrência em Bauru. É preciso conscientizar, principalmente os jovens, a respeito desse tipo de crime que possui raízes até mesmo culturais”, destaca.

Para o comandante da Base Sul da PM, tenente João da Costa Duarte, a mensagem foi bem recebida pelos estudantes. “Nossa intenção era conscientizar a respeito desse tipo de crime e acho que conseguimos atingir nossos objetivos”, pondera o comandante que, depois da simulação explicou que violência contra a mulher é crime e, de acordo com a lei 11.340/06, os indiciados podem cumprir detenção de três meses a um ano.