Apesar de concordarem com o acordo viabilizado entre o Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e a empregadora BR Prestadora de Serviços, um dos trabalhadores disse que gostaria de continuar a trabalhar na lavoura em de situação regular.
Girlenio Almeida da Silva, 28 anos, apesar de aceitar o acordo, disse à reportagem do JC que, em situação normal de trabalho, ele gostaria de ficar. “A gente já vem de lá em má situação. A gente chega, começa a trabalhar aqui e não dá certo. Se tivesse um trabalho certo, na minha opinião, eu ia trabalhar sim”, lamenta.
Já o colega de trabalho Edimilson Gomes dos Santos, 24 anos, disse que não pretende mais voltar para trabalhar na lavoura de cana no Interior de São Paulo. Ele disse se sentir frustrado e acredita que o acordo foi a melhor solução.
“Eu achei melhor assim, porque ninguém veio de lá (da Bahia) para ser ameaçado. Todos vieram para trabalhar, mas não foi como eles disseram. Então, eu acho melhor assim”, disse, ressaltando que, assim como Silva, o dinheiro que ganhavam era enviado para o sustento da família na Bahia.