Reginópolis - Enquanto alguns vereadores lamentavam, ontem, não ter conseguido cassar o mandato do prefeito Claudemiro Undiciatti (PSDB), o chefe do Executivo comemorava aliviado o resultado favorável obtido na Câmara Municipal. O relatório da Comissão Processante pedia a perda do mandato pelo descumprimento da lei municipal 1.421, de 1997, que proíbe contratação de parentes do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários.
Ao comentar o fato de reverter o quatro político desfavorável, Undiciatti admitiu se sentir aliviado. “Não estou administrando a minha casa. Estou administrando a casa de todo mundo e eu não tenho apoio da Câmara. Só que temos meia dúzia de pessoas que são inimigos de Reginópolis”, desabafa o prefeito.
Entretanto, os problemas de Undiciatti continuam, agora com a Justiça. O Tribunal de Justiça de São Paulo analisa recurso de Undiciatti contra a condenação em primeira instância na 1.ª Vara Judicial da Comarca de Pirajuí.
A acusação também é por improbidade administrativa motivada por prática de nepotismo. O prefeito alega que exonerou, no ano passado, por determinação da Justiça, Marco Aurélio Bastos e Maria Margarete Lazari Camargo. Também por ordem judicial reconduziu ao cargo na administração municipal Elaine Aparecida Cardoso de Oliveira Júlio, que deveria se reintegrar como diretora de escola municipal. Essa decisão foi determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas.
Uma das críticas da oposição é que tanto para exonerar Bastos e Camargo quanto para reintegrar Oliveira ao serviço público, o prefeito teria descumprido de imediato as liminares judiciais. Undiciatti alega que os contratados nem seriam seus parentes. Bastos é pai do vice-prefeito Marco Martins Bastos e Lazari Camargo é cunhada da vereadora Lígia Cruz Cardoso Lazari.