09 de julho de 2026
Internacional

Sobreviventes relatam ataques químicos atribuídos a Saddam

Folhapress
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Bagdá - A segunda audiência do julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein pela acusação de genocídio no Curdistão iraquiano teve início ontem e deve continuar hoje. Na audiência de ontem, sobreviventes descreveram um ataque com armas químicas contra os vilarejos curdos de Basilan e Sheik Wasan, afirmando que nuvens de gás venenoso mataram crianças e cegaram residentes durante uma ofensiva contra curdos em 1987.

As campanhas executadas pelo Exército de Saddam Hussein contra o povo curdo provocaram quase 180 mil mortes entre 1987 e 1988.

Os réus (o ex-ditador e colaboradores) afirmaram que a campanha de Anfal era dirigida apenas contra guerrilheiros curdos e milícias iranianas. Na segunda sessão do processo, o sultão Hajem Ahmed, antigo ministro da Defesa, que era comandante do regimento que atuou no Curdistão, negou ter atacado o povo curdo. Ele afirmou que sua missão era repelir os ataques iranianos na região na guerra contra o Irã (1980-88).

Saber al Douri, ex-chefe dos serviços de Inteligência militar, considerou “não culpados” todos os acusados, inclusive Saddam. “Estávamos defendendo o país”, afirmou.