Recife é uma metrópole, mas bem diferente de São Paulo, por conta do mar, das praias, das pontes e dos rios.
Uma cidade espelhada, literalmente. A praia mais famosa dessa terra de gente famosa e inteligente – não há necessidade de se alencar todas as cabeças pensantes de Pernambuco, não é mesmo? – tem um nome convidativo: Boa Viagem. E o aeroporto fica pertinho dela e do Centro. Pontos a mais para não se perder tempo com transfer.
Boa Viagem tem mais ou menos 7 quilômetros e fica no meio de Pina e Piedade, totalmente cercada por barreiras de arrecifes, que formam piscinas naturais lindas, mas perigosas por conta do ataque de tubarões. Em toda a orla há plaquetas de advertência e só se arrisca quem quer. Mesmo porque a poucos quilômetros há praias tranqüilas com ambulantes vendendo produtos típicos, queijo de coalho, batidas de abacaxi, camarão frito e as agulhinhas, um arraso!
O bom de Recife é a localização. Estratégica para se conhecer em um lance só Olinda, Maceió, Maragogi, Itamaracá, João Pessoa e Fernando de Noronha (embora, em quilômetros, o arquipélago fique mais próximo de Natal).
Conta com pontos fortes de artesanato, lugares históricos e culturais. Pode-se comprar artesanato típico no Mercado Público São José e na Casa da Cultura, que funciona no antigo prédio da Casa de Detenção de Recife. Cada cela tem um responsável atraindo os “bichinhos” para a compra de peças fantásticas, como as toalhas de redendê, mantas, cerâmica.
O mesmo se dá em Olinda, a primeira Capital pernambucana, praticamente grudada com Recife Antigo. Patrimônio cultural da Unesco, Olinda tem ruas estreitas, íngremes ladeiras, ateliês, igrejas e uma visão maravilhosa das praias recifenses clicada do alto da Sé, onde está localizada a Catedral Nosso Senhor Salvador do Mundo.