11 de julho de 2026
Internacional

Líderes da França vão enfrentar a favorita

Folhapress
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Paris - A guerra dos “elefantes” contra “a Tony Blair francesa”. Assim a mídia internacional descreveu o início ontem da convenção de três dias do Partido Socialista francês, em La Rochelle, na ante-sala da escolha do candidato oficial da oposição para as eleições presidenciais de 2007.

Os “elefantes” são os pelo menos cinco representantes da velha guarda socialista que se apresentaram extra-oficialmente como pré-candidatos e que abriram uma campanha para desqualificar a candidatura da favorita segundo as pesquisas, Ségolène Royal, 52 anos, presidente (governadora) da região de Poitou-Charentes.

Analistas políticos dizem que a tensa disputa interna será decisiva para definir os rumos da esquerda francesa: se pela “modernização” ou se pela aposta em um candidato mais tradicional, como apontou o jornal britânico “Financial Times”. Para os “elefantes” - entre eles dois ex-premiês, Laurent Fabius e Lionel Jospin - é a última chance de obter apoio para postular oficialmente suas candidaturas até 3 de outubro. Em novembro, ocorrem as primárias do partido.

Os candidatos fizeram um show simbólico de unidade ontem em La Rochelle quando quatro deles, incluindo Royal e os ex-ministros Jack Lang e Dominique Strauss-Khan, se espremeram em uma varanda para saudar os correligionários. “Não há adversários dentro do Partido Socialista. Há apenas um adversário: a direita”, disse o primeiro-secretário François Hollande, marido de Royal e pai de seus quatro filhos.

O detalhe é que o próprio Hollande deixou aberta a possibilidade de entrar na disputa. “Decidirei no momento certo se serei candidato ou não. Ontem, todas as hipóteses estão abertas”, disse em entrevista ao diário “Le Monde”. Sobre a mulher, falou: “Não tenho, neste estágio, de encorajar ou apoiar a quem quer que seja. Constato, como muitos, que ela conta na opinião dos franceses”. E acrescentou: “Não aceito que as pessoas sejam desqualificadas ou desvalorizadas”.

De acordo com uma pesquisa divulgada ontem pelo diário “Liberatión”, 66% dos simpatizantes socialistas querem que Royal seja a candidata do partido. Strauss-Kahn aparece em segundo, com 35%, seguido por Jospin, com 27%. Porém, entre eleitores da esquerda em geral, o apoio a Royal caiu de 62% em junho para 55% em agosto.