09 de julho de 2026
Geral

Trabalhador terá de ‘engordar' currículo para se diferenciar

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Não basta mais ser profissional de uma área só. É preciso acrescentar novos conhecimentos ao currículo. Essa é a definição que a consultora organizacional da Genesis Assessoria e Recursos Humanos, Regina Maura Pereira Torres, faz da profissão do futuro. Segundo ela, a principal mudança não será no rótulo que as novas profissões estão recebendo, mas no comportamento do trabalhador.

“A tendência é fundir cada vez mais esses novos conhecimentos à profissão escolhida. Acabou esse negócio de ser só advogado.”

Além de entender de leis, será preciso compreender administração e informática, por exemplo. Para o profissional de comunicação, não basta ler e escrever um texto corretamente. Será indispensável saber outros idiomas e desenvolver outras habilidades.

“Hoje perde-se emprego, mas sempre aparecem outros exigindo mais qualificação e oferecendo melhores salários”, pondera Regina. Segundo ela, é preciso amar a profissão, senão o serviço não sai bem feito. E quem gosta do que faz está sempre disposto a aprender mais. “Cada dia surge uma coisa diferente. A tecnologia não pára de se renovar”, diz a consultora. Mesmo acreditando que o futuro está mais na atitude dos profissionais do que na profissão, Regina aponta a engenharia genética e a prestação de serviços voltados aos idosos como áreas com boas perspectivas de crescimento. “Não sei se para já, mas vai crescer muito”, diz ela, referindo-se ao atendimento aos idosos. “A expectativa de vida aumentou e as pessoas estão mais saudáveis”, justifica.

Ciente disso, a Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) está investindo cada vez mais no atendimento ao idoso dentro do curso de fisioterapia. A idéia é preparar os alunos para lidar com esse público específico e em franca expansão.

Marketing

Outro curso que também está sendo encarado como promissor, na avaliação da diretora da RH Assessoria, Daniela Gibin Duarte, é o marketing. Em Bauru, essa opção é oferecida na Faculdade Fênix e nas Faculdades Integradas de Bauru (FIB).

Mas ao contrário do pensamento comum, marketing não tem nada a ver com propaganda, segundo afirmação do coordenador do curso de tecnologia e gestão de marketing, da Faculdade Fênix, Alessandro Paveloski.

Segundo ele, os estudos estão ligados aos movimentos do mercado, em saber como os consumidores se comportam, porque os produtos crescem ou morrem, porque o concorrente está se saindo melhor e questões ligadas à ética do mercado, entre muitas outras. O aluno de marketing, segundo Paveloski, precisa ser dinâmico, curioso e ter desejo de conhecer os detalhes do mercado. Além disso, tem de gostar de economia, administração de empresas, publicidade, sociologia e psicologia, entre outras matérias inerentes ao curso.