09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Raquel Fernandes
| Tempo de leitura: 2 min

A matriarca da enfermagem no Brasil, Ana Justina Ferreira Nery nasceu, na Vila de Cachoeira de Paraguaçu-BA, em 13 de dezembro de 1814. Serviu como voluntária na guerra do Paraguai e escreveu então ao presidente da província uma carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto durasse o conflito. Mulher de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria.

De volta ao Brasil, em 1870, Ana Nery recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Ana Nery morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880. Quando eu passada pela Avenida Paes de Barros no bairro da Mooca em São Paulo, eu via a hospital Ana Nery, mas nunca me passou pela cabeça que os anos iriam se passar e um dia eu iria homenageá-la e a todos que dão continuidade ao seu trabalho.

Chegou o ano de 2006 e a aposentada enfermeira Sebastiana Fernandes Azevedo, com 84 anos, foi internada às pressas com pouca chance de vida, e quem dedicou a sua vida para salvar vidas agora precisava de ajuda. E o mundo começava a desabar sobre sua cabeça, mas uma nova geração da área de Enfermagem e Medicina começaram a mostrar o que havia de melhor e se diferenciaram dos outros. Ela ficou internada e logo em seguida o seu marido também, mas ele veio a falecer, eu estava ali de acompanhante. Desde o primeiro dia até o dia da alta ela recebeu carinho, amor, palavras de conforto. Gostaria que o hospital fizesse uma homenagem a estes profissionais da saúde o qual os nomes serão citados: dra. Cristiane Mendes da Silva, dra. Gisele, Leonice M. Tezuka, Ricardo Fogaça, Silvia, Vera (laboratório), Patrícia Araújo Lantman, Kátia Cristina Darruiz, Érica Carolina Forte, Carmen, Sara, Tânia, Júlia, Dora, Arlete.

Deixem sempre o que há de melhor brilhar em vocês e façam a diferença. Gostaria de aproveitar este espaço que me foi dado e também fazer uma justa homenagem a uma enfermeira da cidade de São Paulo, Miriam Junia dos Santos. Esta que é uma mulher exemplar em tudo o que faz e todos que estão a sua volta são contagiados com sua alegria de viver, além de ser uma pessoa muito abençoada por Deus. (Raquel Fernandes - RG 16.472.652)